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QUARTA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2019
05 de AGOSTO de 2019 | Fonte: Semagro

Semagro apoia projeto de produção e processamento de ervas medicinais em assentamento

Na lista de plantas que em breve estarão sendo vendidas pela associação estão a espinheira santa, boldo, guavira, carqueja, cavalinha, menta, guaco e hortelã.
Foto: Chico Ribeiro

O Assentamento Itamarati começa a implantação de um ambicioso projeto que promete reforçar a renda de até 60 famílias e pode servir de modelo para outras localidades: a produção e processamento de plantas medicinais. O Governo do Estado, através da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), apoia a iniciativa com o repasse de R$ 100 mil para compra dos equipamentos. O convênio foi assinado na sexta-feira (02/8), durante ato que contou com a presença do governador Reinaldo Azambuja, em Ponta Porã.

 

O Projeto Gerando Vidas é coordenado pela freira Olga Manosso e foi desenvolvido com o apoio técnico do engenheiro agrônomo Rogério Guerino Franchini, da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), órgão vinculado à Semagro. “Fizemos estudo de mercado para definir as plantas medicinais mais utilizadas na mistura com a erva de tereré”, conta ele.

 

Na lista de plantas que em breve estarão sendo vendidas pela associação estão a espinheira santa, boldo, guavira, carqueja, cavalinha, menta, guaco e hortelã. Todas muito apreciadas por quem tem o hábito de tomar tereré. Mas também há espaço para o plantio de condimentos. Dado importante é que não há no Estado nenhum concorrente, as ervas medicinais disponíveis no mercado são compradas de produtores de fora.

 

O próximo e decisivo passo era garantir recursos para a compra dos equipamentos necessários para o processamento, uma exigência do mercado que não compra as plantas in natura, explicou. “Todos querem a planta já desidratada. Até compram em grande quantidade, mas tem que ser processada”, explicou.

 

Por meio do convênio será possível adquirir as máquinas para lavar, secar, picar e embalar as plantas. “Era o que precisava para dar início ao projeto”, conta irmã Olga, bastante empolgada com a perspectiva de levar renda para as famílias daquela localidade. O projeto focou nas mulheres, que geralmente estão mais ociosas no assentamento. Em média, cada uma deve cultivar meio hectare e garantir uma renda extra de R$ 800 a R$ 1,2 mil por mês.

 

A ideia que nasceu de uma reunião com as mulheres do Assentamento Itamarati, na busca por alternativas de renda, agora já tem recursos e todas as condições para virar realidade.  O secretário da Semagro, Jaime Verruck, destacou que o repasse só foi possível com a intermediação da Prefeitura de Ponta Porã, que vai licitar a compra dos equipamentos para entregar à associação.

 

“São recursos do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado (Fadefe), uma rubrica abastecida pelas empresas que recebem incentivos fiscais do Estado, que tem possibilitado o apoio a iniciativas importantes do ponto de vista de geração de renda, de melhoria na condição de vida das pessoas”, pontuou o secretário.



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