Untitled Document
DOMINGO, 18 DE AGOSTO DE 2019
10 de JUNHO de 2019 | Fonte: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

Com a cota zero, MS quer potencializar o turismo de pesca com as belezas naturais

Decisão do Governo do Estado visa recuperar o estoque pesqueiro e fomentar a pesca esportiva, o secretário-adjunto disse que o turismo de natureza também pode ganhar um forte impulso.
Pantanal é a único destino que une pesca com contemplação da natureza, como a vitória-régia da Serra do Amolar, em Corumbá (Foto: Sílvio Andrade)

Mato Grosso do Sul é o único destino de pesca que tem uma biodiversidade com a do Pantanal, cuja riqueza ambiental deve ser mais explorada e integrada a esse segmento esportivo, afirmou o secretário-adjunto da Semagro (secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Agricultura Familiar e Produção), Ricardo Senna durante o 1º Simpósio de Pesca no Pantanal. O evento foi realizado em Corumbá.

 

Ao reafirmar que a decisão do governador Reinaldo Azambuja de decretar a cota zero para a pesca amadora ou esportiva, nos rios das bacias do Paraguai e Paraná, a partir de janeiro de 2020, objetiva recuperar o estoque pesqueiro e fomentar a pesca esportiva, o secretário-adjunto disse que o turismo de natureza também pode ganhar um forte impulso. “Vamos promover o Pantanal como um lugar onde se pesca e se faz safari fotográfico”, acrescentou.

 

Para atrair o turista brasileiro e estrangeiro para esse santuário ecológico, segundo Senna, é preciso garantir o peixe, que já não se captura como há uma década, conforme relatos de pescadores amadores e profissionais e comunidades ribeirinhas. “Com o apoio do trade turístico e associações de pescadores a cota zero, o Estado colocará Mato Grosso do Sul na rota dos grandes negócios da pesca e do ecoturismo, diversificando a nossa economia”, frisou.

 

Novo modelo de pesca

Representando o governador Reinaldo Azambuja no evento realizado pela Prefeitura de Corumbá, o secretário-adjunto da Semagro explanou sobre o decreto da cota zero e ressaltou que o Governo do Estado discute leis restritivas à pesca desde 2016, quando lançou o programa de fomento Rotas de Desenvolvimento. Disse que a Semagro sempre dialogou com transparência com os diversos segmentos do setor para a definição do novo modelo de pesca.

 

“Temos um mercado em potencial dentro da pesca esportiva e condições de atrair os 70 mil brasileiros que vão em busca do dourado em Corrientes, na Argentina, gastando em média dois mil dólares por viagem e gerando meio bilhão de reais por ano”, citou, lembrando que hoje apenas 50 mil pescadores vem ao Estado, deixando R$ 200 milhões. “É o mesmo rio (Paraná), mas lá (Argentina), o pescador pega e solta; aqui, ainda se mata o peixe.”

 

Discussão equivocada

Senna relatou à comunidade científica e associações de pesca esportiva e empresários de turismo presentes ao simpósio que o Estado busca agora promover a discussão do novo ordenamento da pesca, com ênfase ao plano de manejo adequado da ictiofauna, incluindo as espécies exóticas, como o tucunaré, abundante nos rios da bacia do Paraná. “Vamos ampliar a fiscalização e o Estado já investe em equipamentos para a Polícia Militar Ambiental”, citou.

 

“Em nenhum momento – prosseguiu -, o Estado proibiu que o turista leve peixe com o decreto da cota zero. Existe muita discussão equivocada, causando polêmicas desnecessárias até por interesses políticos”. Esclareceu que o peixe pode ser consumido no local da pesca e o turista pode levar o peixe para casa, comprando-o do pescador profissional ou nos pontos de venda. “Esse pescador, hoje explorado, terá um preço justo pelo pescado e uma renda melhor.”

 

Apoio à cota zero

Cobrando uma discussão com real interesse na preservação do estoque pesqueiro e no promissor mercado da pesca esportiva, Ricardo Senna anunciou, durante o seminário, que o Paraguai manifestou interesse em seguir o exemplo de Mato Grosso do Sul e proibir a captura e a comercialização do pescado nos rios que fazem fronteira com o Brasil, dentre os quais o Paraguai e o Paraná. “Será um grande avanço para uma política ambiental integrada”, disse.

 

Empresários do turismo, especialistas e adeptos à pesca esportiva e pescadores profissionais presentes ao 1º Seminário de Pesca no Pantanal, encerrado no sábado (7/6), manifestaram total apoio à cota zero. Representando a Secretaria Nacional de Pesca e Aquicultura, Aniella Barat defendeu medidas que envolvam a cadeia da pesca e priorizem as questões sociais, ambientais e econômicas. “Viemos entender do assunto e estamos abertos para discutir e apoiar”, pontuou. (**Texto: Sílvio de Andrade)



Untitled Document
Últimas Notícias
MS apresenta, em julho, melhor resultado na abertura de empresas desde 2013
Praça Sakae Kamitani será inaugurada sábado, dia 17 de agosto
Naviraí registra segunda morte por Influenza A em 2019
Untitled Document