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SEGUNDA FEIRA, 17 DE JUNHO DE 2019
10 de ABRIL de 2019 | Fonte: Correio do Estado

Visando governo, Marcos Trad estaria com um pé no DEM

Convite foi feito pela ministra Tereza Cristina, visando 2022.
Marcos Trad foi convidado para se filiar ao DEM (Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado)

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), pode ser o novo reforço do DEM para concorrer à reeleição, em 2020, e ser depois a principal opção do partido para a sucessão estadual, em 2022. As negociações políticas estão sendo conduzidas pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. No último fim de semana, ela se reuniu com prefeito para convidá-lo a cerrar fileiras no DEM.

 

Marcos Trad ficou de analisar a proposta por estar se sentindo deslocado e isolado depois de perder o controle do PSD para o seu irmão, senador Nelson Trad. Toda a diretoria foi destituída pelo presidente nacional do partido, o ex-ministro Gilberto Kassab, para Nelsin colocar políticos de sua confiança. A primeira “cabeça” a rolar foi a do advogado e presidente regional do PSD, Antônio Lacerda, que é secretário municipal de Governo e um dos principais auxiliares de Marcos Trad.

 

A eventual filiação de Marcos ao DEM poderá distanciá-lo do irmão, Nelson, por disputarem o mesmo espaço político em Mato Grosso do Sul. Hoje, de acordo com comentários de um político ligado aos irmãos, o PSD teria ficado pequeno para os dois.

 

O senador assumiu a presidência do PSD em Mato Grosso do Sul, depois de deixar o PTB, com a missão de reorganizar o partido e formar bancada no Senado. Com essa mudança, os dois irmãos poderão disputar o mesmo espaço político no Estado, porque os partidos têm objetivo comum de poder: ganhar as eleições nos principais municípios e conquistar o governo do Estado. E Campo Grande é o alvo preferido dos democratas por ser o maior colégio, com quase 600 mil eleitores.

 

A ministra Tereza Cristina, uma das lideranças nacionais mais expressivas do DEM, articula pessoalmente o fortalecimento do partido em Mato Grosso do Sul. E a filiação do prefeito de Campo Grande será grande meta da ministra para o projeto do DEM de conquistar o poder.

 

O Democratas se tornou protagonista na política brasileira com a eleição do deputado Rodrigo Maia (RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados e do senador Davi Alcolumbre (AP) para comandar o Senado. Com o comando do Congresso Nacional nas mãos, o projeto político dos democratas é ganhar força política nos estados com as próximas eleições municipais e estaduais.

 

O DEM de Mato Grosso do Sul tem dois ministros no governo Bolsonaro. Além de Tereza Cristina, o ex-deputado federal Luiz Henrique Mandetta está no Ministério da Saúde. O partido conta ainda com o vice-governador Murilo Zauith. Ele também é secretário estadual de Infraestrutura no governo de Reinaldo Azambuja.

 

Marcos Trad não ficará sem alguém da família por perto no partido, porque conviverá com o ministro Henrique Mandetta, seu primo.  

 

Pelo PSD, ele disputaria a reeleição com apoio do governador Reinaldo Azambuja e, em 2022, eles ficariam, na teoria, juntos para a sucessão estadual. Marcos Trad, a princípio, seria o candidato a governador e Azambuja disputaria o Senado numa ampla aliança partidária.

 

No DEM, o partido poderá ter outro projeto político, porque com a eventual renúncia de Azambuja para disputar o Senado, o seu vice, Murilo Zauith, assumirá o cargo com direito de concorrer à reeleição.

 

Nas eleições de 2018, o DEM se uniu ao PSDB para apoiar a reeleição de Azambuja. Mas ninguém ainda tratou sobre a sucessão estadual com a eventual renúncia do atual governador para disputar o Senado. Murilo até evita falar sobre o assunto. “Não quero saber de falar sobre política nesse momento”.



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