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QUINTA-FEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2018
23 de OUTUBRO de 2018 | Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro: saúde deve ter base informatizada

Candidato do PSL à Presidência também destacou credenciamento universal de médicos para compartilhar esforços onde houver maior demanda de profissionais.
Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, destacou nesta terça-feira (23), no Twitter, algumas de suas propostas para a saúde – o prontuário eletrônico nacional interligado e o credenciamento universal de médicos.

 

Jair Bolsonaro não teve atividades de campanha na rua e passou a manhã desta terça em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde continua conversando com os eleitores pela internet. Ele também recebeu um grupo de parlamentares durante a manhã.

 

Bolsonaro disse que o prontuário eletrônico nacional interligado será "o pilar de uma saúde na base informatizada" que, segundo ele, vai reduzir custos e facilitará o atendimento do paciente.

 

O candidato também falou que haverá credenciamento universal de médicos para compartilhar esforços onde houver maior demanda.

 

Ainda em publicação no Twitter, Bolsonaro também afirmou que brasileiro está "esgotado de pagar impostos" e que o país está "devastado pelos maiores escândalos de corrupção".

 

Mais cedo, em entrevista à Rádio Gaúcha, Bolsonaro voltou a falar do episódio envolvendo seu filho o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

 

Em vídeo que circulou nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro (PSL) afirmou que para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) bastava "um soldado e um cabo".

 

Os ministros do STF Dias Toffoli, Celso de Mello e Alexandre de Moraes reagiram às declarações do deputado federal.

 

Depois da repercussão do vídeo, Eduardo Bolsonaro se retratou por meio de publicação em rede social. Jair Bolsonaro também veio a público pedir desculpas em nome do filho.

 

"Eu já me desculpei, ele já se desculpou, e vamos tocar o barco. Nós não somos ameaça à democracia. Nós somos a garantia da liberdade e da democracia", disse Bolsonaro a rádio.

 

"E outra coisa, isso que meu filho falou foi há quatro anos atrás. Naquele tempo existia ali um outro clima no Brasil. Agora, não podemos superdimensionar isso", concluiu o candidato.

 

Ao final da entrevista na Rádio Guaíba, o jornalista Juremir Machado da Silva pediu demissão. Ele não participou da entrevista. Ele apenas acompanhou, de dentro do estúdio, o programa que é transmitido ao vivo.

 

Ele entendeu que foi censurado por Bolsonaro, uma vez que o candidato teria solicitado à Rádio Guaíba ser entrevistado apenas pelo âncora, Rogério Mendelski.

 

“Achei humilhante e, por isso, estou saindo do programa. Foi um prazer trabalhar aqui por 10 anos”, disse jornalista ao deixar o estúdio.

 

Rogério Mendelski afirmou que não houve censura, mas apenas um combinado com Bolsonaro de que a entrevista seria com o âncora.

 

Saneamento básico

Em entrevista nesta segunda-feira (22), Bolsonaro falou sobre temas como saneamento básico. Ele afirmou que quase a metade da população não tem acesso ao serviço de tratamento de esgoto no Brasil.

 

“Temos quase a totalidade do orçamento comprometido com despesas obrigatórias. Se houvesse recurso, nós buscariamos atender a todo mundo. Sabemos que por falta disso vem a mortalidade infantil, vem IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] que vai lá pra baixo, então, o saneamento basico é importantíssimo", afirmou.

 

Comércio exterior

Na mesma entrevista, ele afirmou que vai procurar fazer negócios evitando qualquer viés ideológico.

 

“Aprofundar nossa relação comercial da melhor maneira possível. O que eu tenho falado é o seguinte: todos os países, se for possível, vamos fazer que comprem no Brasil, mas que não comprem o Brasil. Esse é o problema que temos que adequar. Quando se fala por exemplo em vender terras agricultáveis para o capital estrangeiro. Eu perguntaria. Estamos colocando em risco nossa segurança alimentar? É isso que tenho colocado na mesa quando eu visito o pessoal do agronegócio. Então, temos que sim, buscar parceria com todos os países mas sem abrir mão da nossa soberania", afirmou.

 

O candidato do PSL disse, ainda, que o Brasil precisa buscar outros parceiros comerciais, além do Mercosul.

 

"Não podemos ficar amarrados ao Mercosul. Ele foi criado num bom momento e bem intencionado. No governo do PT, o viés ideológico se fez presente e muito forte. Nós queremos manter o Mercosul, mas queremos ter a liberdade de buscar o bilateralismo com outros países", disse.



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