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DOMINGO, 09 DE DEZEMBRO DE 2018
05 de JUNHO de 2018 | Fonte: Campo Grande News

MS registra aumento dos homicídios e metade é por arma de fogo

Em uma década, a violência roubou 7.464 vidas em Mato Grosso do Sul. O ano mais sangrento foi 2009
Em 2016, foram 671 homicídios, quase metade por arma de fogo (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)

O Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira (dia 5), mostra o aumento do número de homicídios em Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2016. Conforme o levantamento, o crescimento foi de 5,8%. No ano de 2015, o Estado contabilizou 634 mortes. Em 2016, foram 671 homicídios. Do total, quase metade (48,6%) foi por arma de fogo.

 

No recorte dos últimos dez anos, entre 2006 e 2016, a série histórica mostra um recuo da violência, com redução de 1,8%. Em 2006, Mato Grosso do Sul teve 683 homicídios. Dez anos depois, foram 671. Em uma década, a violência roubou 7.464 vidas em Mato Grosso do Sul. O ano mais sangrento foi 2009 (725 homicídios). O ano com menor registo foi 2003 (630 homicídios).

 

A taxa de homicídios em Mato Grosso do Sul, calculada a cada 100 mil habitantes, teve redução na série histórica de dez anos: -15,8% (entre 2006 e 2016). No comparativo entre 2015 e 2016, teve variação de 4,6%.

 

O Atlas da Violência, produzido pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), mostra que a taxa de homicídios no Brasil em 2016 foi de 30,3.

 

Segundo o SIM/MS (Sistema de Informações sobre Mortalidade) do Ministério da Saúde, em 2016 houve 62.517 homicídios no Brasil. “Isso implica dizer que, pela primeira vez na história, o país superou o patamar de trinta mortes por 100 mil habitantes (taxa igual a 30,3)”, informa o levantamento.

 

Violência policial – O estudo mostra divergência de dados sobre mortes decorrentes de intervenção policial. Em Mato Grosso do Sul, o resultado pelo SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) é de 18 homicídios em 2016.

 

Enquanto que os dados publicados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com base nos registros policiais, remetem a 26. Ou seja, variação de 30,8%.

 

Considerando os dados do SIM, 2016 foi o ano com mais mortes por intervenção policial no Estado. Em 2015, foram sete registros.



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