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DOMINGO, 23 DE SETEMBRO DE 2018
24 de MAIO de 2018 | Fonte: Campo Grande News

Rodovias de MS têm 41 pontos interditados por caminhoneiros

A greve chegou nesta quinta-feira ao 4º dia consecutivo e o protesto contra o aumento dos combustíveis, principalmente o diesel, já provoca transtornos em vários setores
Visão aérea do pátio do Posto Caravágio, no anel viário, entre as rodovias BR-163 e BR-262, um dos pontos de protesto em Campo Grande (Foto: Fly Drones)

O número de bloqueio nas rodovias de Mato Grosso do Sul só aumenta. Caminhoneiros em greve já interditaram 41 pontos nas estradas federais e estaduais. Só nas BRs são 30 trechos fechados, conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

 

A maior parte dos bloqueios nas rodovias federais está na região do Bolsão – são 9 pontos, no total. Em Campo Grande e região são 8 trechos bloqueados e na Grande Dourados, outros 4 locais. 

 

Confira na tabela:

Já nas rodovias estaduais são 11 pontos de bloqueio:

Rodovias de MS t�ªm 41 pontos interditados por caminhoneiros

Transtornos - A greve chegou nesta quinta-feira (24) ao 4º dia consecutivo e o protesto contra o aumento dos combustíveis, principalmente o diesel, já provoca transtornos em vários setores.

 

Já faltam combustíveis em postos de gasolina e clientes fazem fila nos que ainda estão com as bombas funcionando.

 

O Corpo de Bombeiro também já enfrenta dificuldade para abastecer as viaturas e o Consórcio Guaicurus, que opera o transporte coletivo em Campo Grande, negocia com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) o racionamento nas linhas para economizar diesel, uma vez que tem estoque do combustível para apenas 5 dias.

 

Produtos como a laranja e da batata estão acabando na Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), fora que o preço de legumes e verduras sobe a cada dia.

 

Os Correios também já admitiram problemas para entregar encomendas e correspondências.


Manifestação - O protesto não impede a passagem de carros de passeio, ônibus e ambulâncias. Apenas motoristas de caminhões e carretas são “estimulados” a parar. A cada dia aumenta os pontos de interdição no Estado.

 

A reportagem apurou que cargas com perecíveis também estão sendo impedidas de passar pelos bloqueios, mas que a carretas com animais estão sendo liberadas.

Os caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindicam a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.



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