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SEGUNDA FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2018
21 de MARÇO de 2018 | Fonte: Daniel Pedra/ FIEMS

Senai Empresa disponibiliza projetos de melhor aproveitamento dos recursos hídricos de MS

Dois projetos que têm como foco o melhor aproveitamento dos recursos hídricos existentes no Estado já foram disponibilizados aos empresários industriais de Mato Grosso do Sul.
Foto: Divulgação

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Água, 22 de março, já é um consenso entre as autoridades mundiais de que as mudanças climáticas em curso no planeta devem alterar de forma significativa a frequência de chuvas e impactar nos sistemas de abastecimento de água para a população em geral. De olho nesse problema, o Senai Empresa já disponibiliza para os empresários industriais de Mato Grosso do Sul dois projetos que têm como foco o melhor aproveitamento dos recursos hídricos existentes no Estado.

 

Trata-se do programa de geração de energia elétrica com a implantação de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) para reduzir custo operacional do setor produtivo do Estado e do programa de ecoeficiência (PSE) para o estabelecimento de gestão de responsabilidades ambientais junto às indústrias, buscando o aumento do desempenho ambiental e agregando valor ao meio ambiente. Dentre as etapas do PSE há seis indicadores operacionais relacionados ao tema água e efluente em que a empresa deve comprovar e buscar a melhoria no consumo de água por produto produzido além do reuso em sua linha de produção.

 

Segundo o gerente do Senai Empresa, Rodolpho Caesar Mangialardo, apesar de levantamento da ANA (Agência Nacional de Águas) apontar que o Brasil se situa em uma posição privilegiada em termos de recursos hídricos, com disposição de cerca de 12% da água doce superficial do mundo, algumas regiões do País tem acentuada escassez, fazendo com que a visão de abundância seja relativa e obrigando que o setor produtivo tenha preocupações nesse sentido e é nesse ponto que entra o trabalho do Senai.

 

“No mundo, a agricultura é quem mais gasta água, enquanto no Brasil não é diferente, porque relatório da ANA aponta que 1% do gasto de água em nosso País é destinado às atividades rurais, 7% na indústria, 9% nos núcleos urbanos, 11% para manejo animal e 72% para irrigação”, declarou Rodolpho Mangialardo, reforçando o trabalho do Senai Empresa para contribuir junto aos empresários na melhor forma de aproveitar esses recursos naturais disponibilizados pela natureza.

 

PSE

Com relação ao PSE (Programa Senai de Ecoeficiência), mais de 20 empresas de Mato Grosso do Sul já participaram do Programa, que tem como objetivo avaliar o desempenho ambiental das indústrias com a concessão de um Selo Ambiental, adotado como instrumento voluntário de gestão ambiental, que pode ser utilizado como parâmetro de ampliação de benefício fiscal. De acordo com a coordenadora do Programa Senai de Gestão Ambiental, Liliane Corrêa, o PSE concede cinco selos ambientais (verde, azul, laranja, marrom e branco), sendo que cada um tem sua equivalência entre a pontuação e o percentual da possibilidade de ampliação do incentivo fiscal.

 

“Dentre as etapas do PSE, é realizada uma pontuação de desempenho ambiental considerando, atualmente, 35 indicadores de desempenho em diversos temas, como por exemplo o tema água e efluente. São seis indicadores operacionais relacionados ao tema onde a empresa deve comprovar e buscar a melhoria no consumo de água por produto produzido além do reuso em sua linha de produção”, detalhou Liliane Corrêa

 

Na avaliação da coordenadora, a principal vantagem do PSE é apresentar uma visão externa da empresa, apontando pontos de melhoria. “Para as empresas que estão iniciando a sua organização, o programa dá um direcionamento quanto aos caminhos que devem ser seguidos para seguir a legislação. Antes mesmo de termos a outorga de recursos hídricos regulamentada, nós já solicitávamos às empresas o controle do consumo de água no processo de produção”, destacou.

 

Ela ainda comentou que recentemente uma indústria participante do PSE estabeleceu um projeto de melhoria no reuso da água com o objetivo de alcançar uma pontuação mais alta na auditoria. “A indústria já possui um ótimo índice de reaproveitamento de água, porém a aplicação do PSE estimulou a equipe a submeter um projeto de adequação física do processo industrial que trouxe um aumento inicial de 5% no reuso de água com possibilidade de maior aproveitamento a curto prazo, uma vez que o projeto ainda está em implantação”, contou.

 

Geração de energia

O Mato Grosso do Sul foi privilegiado pela natureza na distribuição dos cursos d’águas, que, além de outras utilidades fins, formam um potencial inventariado para geração de energia elétrica de quase 3 GW (giga-watt) de potência, o que representa, atualmente, três vezes a demanda por energia elétrica no Estado. Para aproveitar esses recursos naturais disponibilizados pela natureza, a Fiems estuda parcerias de investimento para implantar no Estado um sistema de geração híbrido, uma vez que os estudos em andamento do Senai Empresa apontam que, nessa condição, o mix de preço do quilowatt-hora da energia gerada torna-se inferior às tarifas cobradas pela distribuidora regional, bem como dos preços verificados nos empreendimentos implantados ou em fase de implantação pelo setor elétrico brasileiro, tudo isso é claro,  envolvendo as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas).

 

Por isso, além do PSE, o Senai Empresa oferece o Programa de Geração de Energia Elétrica, que envolve a implantação das PCHs, conforme explica o consultor em comercialização de energia do Senai Empresa, Sebastião Dussel, completando que a principal vantagem é reduzir custos com energia elétrica e, ao mesmo tempo, ajudar a proteger o meio ambiente. “A conta de energia está cada vez mais cara, então é preciso analisar as alternativas que temos à disposição. O projeto de PCHs consiste em identificar um potencial onde há uma queda d’água em alguma propriedade e verificar com a Aneel a possibilidade da construção de uma pequena usina ali”, explicou.

 

Com base na vasão dessa queda d’água, é possível dimensionar a quantidade de quilowatts de energia elétrica que podem ser gerados. “Essa energia pode ser utilizada na propriedade ou então ser comercializada. É um projeto muito interessante e relativamente novo aqui do Senai Empresa, mas que tem despertado a curiosidade de vários investidores, principalmente da região norte do Estado”, informou.



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