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QUARTA-FEIRA, 14 DE NOVEMBRO DE 2018
06 de MARÇO de 2018 | Fonte: G1

IBGE: produção industrial cai 2,4% em janeiro

Setor recuou 2,4% na comparação com dezembro, a maior queda desde fevereiro de 2016. Queda foi pressionada pela produção de veículos.
Setor de veículos puxou a queda da produção industrial brasileira na passagem de dezembro para janeiro, segundo o IBGE (Foto: GloboNews)

A produção da indústria brasileira recuou 2,4% em janeiro frente a dezembro do ano passado. O resultado, pior desde fevereiro de 2016 quando houve recuo de 2,5%, interrompeu quatro meses seguidos de crescimento, que acumularam ganho de 4,3%. É o que aponta a pesquisa do setor divulgada nesta terça-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Segundo o IBGE, a queda na produção foi generalizada entre as quatro grandes categorias da indústria brasileira. Mas a principal influência negativa partiu da produção de veículos automotores, que recuou 7,6% na passagem de dezembro para janeiro. Em dezembro, a indústria automotiva havia crescido 9,1% na comparação com o mês anterior.

 

“A indústria automobilística tem um forte efeito de encadeamento e afeta diversos ramos que produzem componentes utilizados nos automóveis”, apontou o gerente da pesquisa, André Macedo.

 

Dentre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-7,1%) mostrou a queda mais acentuada e eliminou parte da expansão de 9,8% acumulada nos dois últimos meses de 2017. Essa foi a taxa negativa mais intensa desde março de 2017 (-7,5%). Também tiveram recuo os segmentos de bens intermediários (-2,4%) e de bens de capital (-0,3%).

 

A única taxa positiva em janeiro foi a do setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, que avançou 0,5%. Foi o segundo avanço consecutivo nesse tipo de comparação e levou ao acúmulo, nesse período, de um crescimento de 4,2%.

 

Entre os setores, outras contribuições negativas relevantes sobre a indústria, além da automobilística, vieram de metalurgia (-4,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-5,4%), de produtos alimentícios (-1,1%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,4%), de outros equipamentos de transporte (-12,1%), de produtos de metal (-4,9%), de produtos diversos (-11,2%), de celulose, papel e produtos de papel (-3,3%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%).

 

Dos 24 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE, apenas cinco tiveram crescimento de dezembro para janeiro. Os mais expressivos foram os de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (21,0%), de indústrias extrativas (2,2%) e bebidas (5,0%).


Crescimento no ano

Já na comparação com janeiro do ano passado, a indústria brasileira registrou crescimento de 5,7%. Segundo o IBGE, foi a nona taxa positiva consecutiva nesta base de comparação e a mais acentuada desde abril de 2013 (9,8%).

 

“O setor industrial continua apresentando características de recuperação de perdas do passado, mas uma recuperação gradual”, ponderou o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

 

Os resultados positivos na comparação com janeiro do ano passado foram observados em todas as quatro grandes categorias econômicas da indústria brasileira e em 20 dos 26 ramos.

 

De acordo com a pesquisa, bens de consumo duráveis (20,0%) e bens de capital (18,3%) assinalaram os avanços mais acentuados entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens intermediários (4,2%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (3,0%) também mostraram taxas positivas nesse mês, mas ambos com crescimento abaixo da média nacional (5,7%).

 

O IBGE destacou que bens de consumo duráveis registrou a 15ª positiva consecutiva nesta base de comparação - mês contra igual mês do ano anterior. As maiores influências para este resultado partiram da fabricação de automóveis, que cresceu 17,3% no período, e de eletrodomésticos da linha marrom, que avançou 50,4%.

 

No acumulado dos últimos doze meses, ao avançar 2,8% em janeiro de 2018, a produção industrial marcou o resultado positivo mais elevado desde junho de 2011 (3,6%) e prosseguiu com a trajetória ascendente iniciada em junho de 2016 (-9,7%).



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