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DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019
07 de FEVEREIRO de 2018 | Fonte: G1-MS

'Liberdade não tem preço', diz jovem que ficou preso 2 anos e foi inocentado em MS

Felipe conta que, neste momento, o que quer fazer é
Rapaz fala sobre ser inocentado após quase 2 anos preso em MS (Foto: Divulgação)

A família conviveu com a sensação de injustiça por quase 2 anos. Agora, por unanimidade, foi aceito o recurso de Felipe Filles de Souza, condenado por roubos em Campo Grande. Neste período, houve a confissão do culpado e o reconhecimento das vítimas. O jovem ficou preso um ano e nove meses, conseguiu a liberdade provisória em dezembro de 2016 e afirma estar aliviado: “Eu tô livre”, comemora em entrevista para a TV Morena.

 

Felipe tinha uma motocicleta e retornava para casa quando o fato ocorreu. Seu irmão mais novo e um amigo saíram com o veículo e assaltaram pessoas pelo bairro. Ao todo, 3 pessoas o apontaram como um dos autores e ele foi preso. Na audiência, um dos verdadeiros culpados, que também se chama Felipe e que era testemunha de acusação, assumiu a autoria do crime, dizendo inclusive que os objetos estavam na casa dele.

 

Matheus Filles, irmão de Felipe que era menor de idade, também assumiu a culpa. No entanto, mesmo com as provas, Felipe foi condenado e ficou na cadeia por 1 ano e 9 meses. O pesadelo acabou quando a emissora exibiu uma reportagem e a testemunha reconheceu o verdadeiro suspeito.

 

Em seguida, nova audiência ocorreu e Felipe foi solto em 15 de dezembro de 2016. Ele ficou 1 ano e 2 meses aguardando decisão judicial, sem poder sair da cidade e nem voltar pra casa depois das 22 horas. Agora, o jovem volta a ser réu primário.

 

Para o advogado de defesa, Ricardo Machado Filho, o processo foi um trabalho difícil e a maior vitória foi a absolvição do Felipe. Ele ainda vai conversar com a família sobre a possibilidade de indenização.

 

Felipe conta que, neste momento, o que quer fazer é "viajar, sair da cidade e esquecer um pouco toda essa história". Para ele, a liberdade não tem preço. "Não tenho nem palavras pra descrever, estou muito feliz", falou. O pai de Felipe, que desde o começo lutou para provar a inocência do filho, falou que a sensação é de "missão cumprida".

 

Matheus, irmão mais novo de Felipe, respondeu pelo crime e ficou na Unidade Educacional de Internação (Unei) por um período. Já o outro Felipe que confessou o crime não foi preso.



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