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SEXTA-FEIRA, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
06 de DEZEMBRO de 2017 | Fonte: G1

Juros devem cair hoje ao menor nível desde 1986

Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central será a última de 2017. Se confirmada nova queda da Selic, rendimento da poupança deverá recuar outra vez.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta quarta-feira (6) e a expectativa dos analistas do mercado financeiro é que a taxa básica de juros da economia será reduzida dos atuais 7,5% para 7% ao ano.

 

A reunião do Copom desta quarta é a última de 2017. A decisão sobre a Selic será anunciada pelo Banco Central após as 18h.

 

Se confirmada a previsão dos economistas, a Selic será reduzida pela décima vez consecutiva e atingirá o menor patamar desde 1986, quando começou a série histórica do Banco Central.

 

Até agora, a menor taxa de juros já registrada é a que vigorou entre outubro de 2012 e abril de 2013, em 7,25% ao ano.

 

Economistas do mercado financeiro, contudo, trabalham com séries históricas mais antigas que a do BC e, segundo estudo de Maurício Molan, do banco Santander, se confirmada a 7% ao ano, a taxa interbancária "overnight" (muito próxima à Selic) será a menor dos últimos 60 anos.

 

Nova queda em 2018

A estimativa dos analistas é que a Selic deverá ter uma nova queda em fevereiro de 2018, quando o Copom se reunirá novamente.

 

A previsão do mercado é a de que a Selic será reduzida para 6,75% ao ano, permanecendo neste patamar até dezembro de 2018 - quando poderá subir para 7%, segundo estimativa dos analistas.

 

Como o BC define a Selic

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

Para 2017 e para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais, ou seja, o IPCA pode variar entre 3% e 6% nestes anos sem que a meta seja formalmente descumprida.

 

Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic na expectativa de o encarecimento do crédito freiar o consumo e, com isso, a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.

 

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento.

 

Após uma longa recessão, a economia dá sinais de reaquecimento, segundo analistas, mas os preços ainda seguem comportados por conta de boas safras agrícolas.

 

De janeiro a outubro, segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 2,2%, o menor para este período desde 1998.

 

Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação ficará em 3,03%, abaixo da meta de 4,5% fixada pelo CMN para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.



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