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QUINTA-FEIRA, 27 DE JULHO DE 2017
26 de JUNHO de 2017 | Fonte: Correio do Estado

Empresários do Estado terão 15 dias para pagar ICMS de mercadorias

Não será mais obrigatório pagar o imposto no momento da retirada da mercadoria

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) participou hoje (26) pela manhã de reunião com representantes da indústria e comércio de Mato Grosso do Sul. Na ocasião, garantiu prazo de 15 dias para micro, médios e pequenos empresários pagarem a guia de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na retirada dos produtos, quando adquiridos de outros estados. “Com as grandes empresas já tínhamos essa política em que o empresário recebe a mercadoria e tem prazo para pagar a guia. Agora, vamos abrir esse benefício para as demais também”, disse o governador. 

Governador garantiu prazo de 15 dias para pagamento de guia de ICMS - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Até o dia 10 de julho, o prazo de recolhimento de guias do ICMS por empresas do Estado será esticado para 15 dias. “Governador deve publicar a decisão no Diário Oficial do Estado”, disse o presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços de Mato Grosso do Sul (Fecomercio), Maurício Saito.

 

As pequenas, micro e médias empresas só podiam retirar a mercadoria solicitada em indústrias de fora mediante pagamento antecipado das guias do ICMS. Agora será diferente. O empresário poderá retirar sua mercadoria da transportadora, junto com a guia, e paga-la após 15 dias. “Dessa forma, ele terá tempo de fazer dinheiro da mercadoria”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen.

 

Longen afirmou também que são mais de 15 mil empresas que serão beneficiadas. “Mercadorias que vem de outros estados terão esse prazo de elasticidade e isso vai gerar mais competitividade”, declarou.

 

O superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Cláudio Mendonça afirma que a proposta também vai ajudar no setor produtivo do agronegócio. “A peça de uma colhedeira, por exemplo, estraga e o produtor precisa comprar outra. Ele pode ter tempo de terminar a colheita para pagar o imposto dessa peça. Então todo mundo vai ser beneficiado com essa agilidade”.

 

Além do governador, estavam reunidos representantes da Fiems, Fecomercio, Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Federação das Associações Empresarias de MS (Faems) e do Sebrae.



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