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SÁBADO, 19 DE AGOSTO DE 2017
12 de JUNHO de 2017 | Fonte: O Globo

Mercado reduz projeções para PIB e inflação

Analistas ouvidos pelo Boletim Focus revisaram expectativa para o PIB de 0,5% para 0,41% e do IPCA de 3,9% para 3,71% para este ano
Comércio enfrenta realidade de lojas vazias. Foto Ana Branco / Agência O Globo

No primeiro Boletim Focus após a divulgação do índice oficial de inflação de maio, cujo resultado em 12 meses, de 3,6%, é o menor em 10 anos, e veio bem abaixo das estimativas do mercado, os analistas ouvidos pelo Banco Central revisaram para baixo, em 0,19 ponto percentual, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2017, de 3,90% para 3,71% - a segunda semana seguida de queda da expectativa - e a de 2018 de 4,40% para 4,37%. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) também caíram de 0,50% para 0,41% para este ano e de 2,40% para 2,30% em 2018. A estimativa para o ano que vem caiu pela terceira semana seguida.

 

A queda nas projeções para a atividade vão em linha com as análises de economistas ouvidos pelo GLOBO na semana passada, que avaliaram que o processo acelerado de desinflação indica que a atividade ainda está longe de uma retomada, tendo em vista que a queda dos preços tem sido influenciada fortemente pela contração da demanda, reflexo da perda de renda causada pelo desemprego, que já atinge mais de 14 milhões de pessoas e deve encerrar o ano atingindo o recorde de 13% da força de trabalho do país.

 

A expectativa para a taxa de juros básica Selic para 2017 foi mantida em 8,5% pela nona semana seguida e neste mesmo patamar pela 12ª seguida para 2018. Na semana retrasada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano. Essa foi a sexta queda seguida e levou os juros básicos do país para o menor nível desde janeiro de 2014. No comunicado, citou a crise política e a incerteza. Depois disso, o mercado passou a apostar em um corte menor, entre 0,5 ponto percentual e 0,75 ponto percentual para a taxa, na próxima reunião do Copom, que ocorre no final de julho. No entanto, após a última quarta-feira, quando da divulgação dos índices de inflação de maio, que vieram bem abaixo do esperado, e do aumento de apostas de deflação para o IPCA de junho, analistas voltaram a apostar em manutenção do ritmo de corte, de 1 ponto percentual, tal como o ocorrido na última reunião do Copom, quando a Selic caiu de 11,25% para 10,25% ao ano. Os analistas ouvidos pelo Focus mantiveram a previsão de corte para julho em 0,75 ponto percentual.

 

Não houve alteração das previsões para o dólar, que deve chegar ao fim deste ano e do próximo um pouco mais alto do que se imaginava inicialmente. Segundo o Boletim Focus, a moeda americana deve ficar em R$ 3,30 no fim de 2017 e em R$ 3,40 ao final de 2018.



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