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SEXTA-FEIRA, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
19 de MAIO de 2017 | Fonte: G1-MS

Ventos que derrubaram torres em MS passaram dos 118km/h, diz meteorologista

O trânsito na BR-262, onde caíram as torres, foi liberado na manhã de quinta-feira (18).
Torre de transmissão da Eletrosul caiu com a tempestade e bloqueou o transito na BR-262, entre Água Clara e Três Lagoas (Foto: PRF/Divulgação)
Torre de transmissão da Eletrosul caiu com a tempestade e bloqueou o transito na BR-262, entre Água Clara e Três Lagoas (Foto: PRF/Divulgação)

Os ventos registrados durante a tempestade que derrubaram 18 torres de transmissão de energia, na quarta-feira (17), em Mato Grosso do Sul, passaram dos 118 quilômetros por hora, segundo a meteorologia. Quatro estruturas caíram sobre a pista da BR-262, provocando, no momento do incidente, a interrupção total do trânsito entre os municípios de Água Clara e Três Lagoas.

 

O meteorologista Natálio Abrão explica o que causou a tempestade. “Estamos com variação muito forte de temperatura aqui no estado e normalmente embaixo das nuvens de trovoadas nós temos diferença de temperatura entre o chão e o ar. O ar quente sobe por fora, gera uma diferença de temperatura dentro da nuvem e desaba com uma força muito grande em direção ao solo”.

 

O meteorologista conclui: “Então o ar quente por fora e o ar frio por dentro gera o que nós chamamos de tempestade ou tornados. Se afirmar que foi tornado nós temos que ter uma característica visual, temos que enxergar ou fotografar o fenômeno. Com relação aos ventos, essa diferença de temperatura, pela análise das imagens que nós temos o vento ultrapassou os 118 quilômetros por hora durante três minutos”.

 

O estrago ocorrido no leste do estado pode se repetir em outras regiões. “Os ventos de rajadas são altamente destrutivos a partir de 60 quilômetros por hora e a partir de 75 quilômetros ele atinge as bases estruturais. Ele pode destruir casa, arrancar árvore. No caso alí, as torres foram forçadas pelo cabeamento, uma forçou a derrubada da outra. Agora é o período que essas varições podem ocorrer em qualquer parte do país” afirma Abrão.



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