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SÁBADO, 27 DE NOVEMBRO DE 2021
12 de JANEIRO de 2021 | Fonte: Correio do Estado

Banco do Brasil anuncia fechamento de mais de 300 unidades no país

Ainda não foi informado quantas agências de MS passarão pela reorganização administrativa.
Números para MS ainda não foram divulgados (Foto: Divulgação)

O Banco do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (11/01), que está passando por um período de "redimensionamento de sua estrutura organizacional" e, por isto, irá fechar 361 unidades em todo o país.

 

Além disto, a previsão é de 5 mil funcionários passando pelo processo de desligamento.

 

Dentre as unidades estão agências, postos de atendimentos (PA) e escritórios. Questionada, a instituição informou que ainda não irá divulgar números regionais, ou seja, o quadro para Mato Grosso do Sul permanece incerto.

 

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Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região (SEEBCG-MS), Rubens Alencar, o comunicado veio de forma inesperada e, conforme reafirmou, o Sindicato se posiciona contra a medida.

 

"Foi uma medida unilateral do Banco, nós não conseguimos ter acesso aos números específicos ainda, mas isso traz impacto para os bancários e para a população porque tira direitos e desmonta bancos.", destacou Rubens.

 

Conforme o anúncio do BB, a implementação da medida acontecerá ao longo do primeiro semestre de 2021, e abrange otimização de 870 pontos de atendimento no país, são eles:

 

 - Desativação de 361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento (PA);

 

 - Conversão de 243 agências em PA e outros 8 PA serão transformados em agências;

 

 - Transformação de 145 unidades de negócios em Lojas BB, sem a oferta de guichês de caixa, com maior vocação para assessoria e relacionamento;

 

 - Relocalização compartilhada de 85 unidades de negócios;

 

 - Criação de 28 unidades de negócios, sendo 14 Agências Especializadas Agro e 14 Escritórios Leve Digital (unidades especializadas no atendimento a clientes com maturidade digital), com aproveitamento de espaços existentes, não envolvendo contratação ou locação de novos imóveis.

 

Ainda de acordo com o secretário-geral Alencar, a falta do atendimento presencial, mesmo que já exista uma migração para acessibilidades online, "Você pode verificar in loco nas agências, principalmente nos bancos públicos, que as filas, com a questão da pandemia e atendimento aos programas de Governo, continuam existindo".

 

Ele também lembrou que a necessidade de realocação no mercado de trabalho já tem sido pauta recorrente e uma medida como esta potencializa o problema.

 

"E a medida que você descomissiona, reduz a quantidade de bancários, você tem uma perca de profissional, é mais um trabalhador partindo para uma situação mais delicada".

 

Ainda assim, o Banco do Brasil reforçou que irá ampliar sua capacidade de assessoramento junto aos clientes, ou seja, investir no relacionamento banco-cliente, aumentando a satisfação e as fidelizações.

 

Atualmente, a estimativa de despesas administrativas geradas por estes movimentos é de R$ 353 milhões, sendo que até 2025 o valor subiria para R$ 2,7 bilhões.



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