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SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019
11 de JUNHO de 2019 | Fonte: Secretaria de Estado de Saúde (SES)

Prevenção contra baixo estoque, Junho Vermelho tem objetivo de incentivar doação de sangue

Devido aos baixos estoques de sangue o período passou a ser reconhecido nacionalmente como o mês de incentivo às doações de sangue.
Foto: Edemir Rodrigues

No mês de junho, quando as temperaturas começam a cair por causa do inverno e as doenças respiratórias surgem com mais frequência, as doações de sangue ficam até 80% menores em Mato Grosso do Sul, conforme dados do Hemosul. A situação não é diferente em outros estados do país, e por causa dos baixos estoques de sangue o período passou a ser reconhecido nacionalmente como o mês de incentivo às doações, intitulado como Junho Vermelho.

 

Diversas parcerias estão agendadas com Hemosul na tentativa de reparar os números preocupantes desse período. Com o Junho Vermelho, o Hemosul consegue promover doações em massa e tenta manter os estoques em níveis adequados para atender a demanda da população. As campanhas e ações têm como objetivo ainda estimular que doadores já cadastrados façam doações em meses mais frios, incentivar que mais pessoas se cadastrem, fazendo com que a causa, Junho Vermelho, alcance o maior número de pessoas possíveis.

 

“Junho inicia um período crítico para as doações de sangue, o inverno, que afasta os doadores. As parcerias e campanhas são fundamentais para que possamos manter nossos estoques. Mas é muito importante lembrar que precisamos de doações todos os dias e que a população está convidada a praticar este importante ato de solidariedade”, disse a coordenadora do Hemosul, Marli Vavas.

 

As ações de conscientização do Junho Vermelho começaram nessa segunda-feira (03.06) na Rede Hemosul do Estado. Os primeiros a participarem da campanha foram os integrantes da Liga do Bem. O grupo, que utiliza a roupa de super-heróis para incentivar ações de cidadania, atua há quatro anos em parceria com o Hemosul, ajudando a alavancar as doações de sangue, o que funciona efetivamente, conforme o órgão.

 

Na segunda semana de junho, entre os dias 10 e 12, já está programada a coleta dos militares, com um grande número de doadores. No dia 13, feriado municipal em Campo Grande, o Hemosul da Capital não funcionará – no interior abrirá normalmente -, e os atendimentos retornarão no dia 14, quando é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. 

 

Por meio de parcerias privadas, nesse dia serão oferecidos lanches especiais para os doadores do Hemosul Coordenador, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, mesmo que a doação não possa ter sido efetivada naquele dia. No Hospital Regional, na Capital, nas unidades de Dourados e Ponta Porã o doador também terá um lanche especial.  

 

Já na terceira semana de junho, a grande doação será feita pelos policiais militares, como fazem todos os anos. A imprensa também tem papel importante neste período de divulgação, multiplicando o alcance e trazendo mais doadores às unidades.

 

Junho Vermelho

O mês de incentivo especial à doação de sangue, o Junho Vermelho, surgiu de uma iniciativa de doadores de São Paulo, que criaram o projeto Eu Dou Sangue. O intuito era de amenizar a queda nos estoques neste período crítico, que se inicia em junho e se estende até agosto, quando as temperaturas caem e as doenças respiratórias, e gripes sobretudo, aumentam.

 

De acordo a Agência Brasil, uma pesquisa feita em 2017 revelou que cerca de 92% dos brasileiros disseram não ter doado sangue entre junho de 2016 e junho de 2017.  Conforme o levantamento, “além do recesso e do clima mais frio, feriados e dias chuvosos também impactam negativamente os hemocentros, que costumam registrar queda de 30% em seus estoques no período”, diz o texto da Agência Brasil.

 

Os dados da mesma pesquisa, feita pelo projeto Eu Dou Sangue, em parceria com o Instituto Datafolha, também mostraram que 39% dos brasileiros admitem não saber qual é seu tipo sanguíneo. O estudo, que ouviu 2.771 entrevistados em todo o país, mostrou que o desconhecimento é maior entre os homens (44%) do que entre as mulheres (35%).  A maior parte dos jovens (52%), na faixa dos 16 aos 24 anos, também desconhece essa informação.

 

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que cada país tenha, entre 3% e 5% de sua população como doadora de sangue frequente. No Brasil, o índice fica em 1,8%, enquanto em alguns países da Europa, cerca de 7%.



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