Untitled Document
SEGUNDA FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2019
21 de MAIO de 2019 | Fonte: Correio do Estado

MPE investiga demora de exames de câncer em hospitais do Estado

Inquérito foi aberto para apurar a falta de oferta de consultas
Hospital do Câncer Alfredo Abrão - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Mais um inquérito é aberto pela 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública da Comarca de Campo Grande, dessa vez é para apurar a falta da oferta de consultas e exames para diagnósticos de câncer (diagnósticos diferenciais e diagnósticos definitivos) pelo Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Hospital Santa Casa e Hospital do Câncer Alfredo Abrão, os quais são habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/UNACON.

O inquérito foi instaurado pela promotora de Justiça de Saúde Pública Filomena Aparecida Depólito Fluminhan no dia 17 de maio de 2019.

A reportagem divulgou, em dezembro de 2018, que existe apenas um aparelho de aplicação para o tratamento de radioterapia em Mato Grosso do Sul, que está em funcionamento no Hospital Alfredo Abrão, mas que o aparelho não opera com a capacidade total, pois são feitos apenas 50 atendimentos por dia, enquanto que a capacidade é de 80 diariamente.

A situação no Estado é crítica, pois ainda não há o número mínimo de aparelhos recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de um para cada 500 mil habitantes. Ou seja, para uma população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, o Estado deveria ter pelo menos cinco equipamentos em funcionamento. Enquanto isso, a fila de pacientes que aguardam por radioterapia era de 150 pessoas, em dezembro de 2018. E a previsão é de que a espera seja controlada somente a partir de 2020, quando dois novos aparelhos devem começar a funcionar no Hospital Universitário (Humap-UFMS) e também no Hospital Regional (HRMS), ambos na Capital. De um equipamento o Estado passará a ter três, com atendimento exclusivo para pacientes do SUS.

Na Capital, há mais dois aparelhos em clínicas particulares, Radius e ITC. A Clínica Radius atende aproximadamente 120 pacientes do SUS por dia, que fazem tratamento em três turnos. Já em Dourados, a 230 quilômetros de Campo Grande, um equipamento em clínica particular também atende pacientes do SUS. Na cidade, outra clínica privada também está em processo para terminar a instalação de um acelerador até janeiro de 2019. A importação do aparelho recebeu isenção de imposto estadual no valor de R$ 750 mil, que será compensado em sessões de radioterapia.

OUTROS INQUÉRITOS
No mesmo dia, mais dois pedidos de informações foram publicados pelo Ministério Público Estadual (MPE-MS) sobre a situação da saúde pública no Estado. O documento solicita que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apresente, no prazo de 20 dias, os motivos da demora em consultas ortopédicas, psiquiátricas e endocrinológicas. Inquérito civil foi aberto para investigar quais as medidas que estão sendo adotadas para resolver o problema, bem como quantas consultas os médicos de Campo Grande estão fazendo por dia.



Untitled Document
Últimas Notícias
MS apresenta, em julho, melhor resultado na abertura de empresas desde 2013
Praça Sakae Kamitani será inaugurada sábado, dia 17 de agosto
Naviraí registra segunda morte por Influenza A em 2019
Untitled Document