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SEGUNDA FEIRA, 17 DE JUNHO DE 2019
21 de NOVEMBRO de 2018 | Fonte: Correio do Estado

Plantio da soja é antecipado, mas preços caem 11% em MS

Valores da saca futura estão R$ 10 menores, com a baixa flutuação do dólar
Clima favorece o desenvolvimento da soja no Estado (Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado)

Com o clima favorável e as atividades na lavoura dentro da normalidade, o plantio da safra 2018/2019 entra na reta final em Mato Grosso do Sul em ritmo mais adiantado do que no mesmo período do ano passado e crescimento na produção, porém, a atratividade de preços para o produtor ainda é uma incógnita. Os valores da saca tiveram uma queda de pelo menos 11% desde outubro. 

 

De acordo com a analista-chefe de grãos da Rural Business, Tânia Tozzi, hoje, a diferença entre preço spot (do momento) e futuro (com entrega em fevereiro) da saca da oleaginosa varia de R$ 10 a R$ 20. Entre setembro e outubro, conforme indicadores da consultoria, a máxima da saca do grão no preço spot (safra 2017/2018) estava em R$ 84, e hoje essa média está R$ 10 abaixo da negociada quando o dólar estava acima de R$ 4. O mesmo se observa para o preço da safra futura (2018/2019), comercializada no início deste trimestre, ainda na esteira de alta da moeda norte-americana, por R$ 73.

 

“Hoje, os valores estão nos menores índices desde julho, mas é importante observar que estamos saindo de um total período de escassez de oferta, não temos mais soja no Brasil. O período é de adequação do mercado. Há um determinado preço no spot (preço comercializado no momento), que é diferente do futuro, para entrega em março. O comprador está trazendo o spot para valores mais próximos da soja futura e isso vai equalizando o mercado. Além disso, tivemos a retração do dólar, o que também refletiu sobre os preços”, explicou a analista.

 

Plantio

A analista-chefe de grãos da Rural Business destaca ainda que o plantio da oleaginosa está bem adiantado no País e isso vai trazer soja mais cedo para o mercado, antes mesmo do fim do ano. “Estamos a 40 dias do encerramento da safra e ao Brasil já exportou 77 milhões de toneladas de soja, o que significa 1,2 milhão de toneladas a mais que o previsto pela Conab [Companhia Nacional de Abastecimento]. Esta seria a sétima safra monumental seguida, sem considerar a retração que tivemos no ano passado”, comentou.

 

Diante das informações emitidas pelo governo, afirmou, a previsão é de que o Brasil terá estoques completamente zerados para virar a safra. “A sorte é que vamos ter uma antecipação de colheita. Não tem soja depois da colheita do próximo ano, existe uma expectativa em relação ao clima, se as chuvas continuarem em grande volume até lá, há o risco de comprometimento da saída da produção das lavouras. Os prêmios vão subir em ritmo recorde e os preços acompanharão, mas tudo isso só deve se concretizar se Estados Unidos e China continuarem se ‘estranhando’. Se houver acordo entre eles, esses preços se derretem e o produtor deve ficar atento”, enfatizou.

 

Safra

Até o dia 16 deste mês, a área plantada de soja acompanhada pelo projeto Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga/MS) em Mato Grosso do Sul já alcançava 98,1%, de acordo com o último boletim divulgado pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul). A região centro está com o plantio mais avançado (99,9%), enquanto o sul está com 98,1% e a região norte com 95,8%. A área plantada até o momento no Estado é de 2,786 milhões de hectares.

 

Em comparação com os dados da safra anterior (2017/2018), a equipe técnica da Famasul estima aumento de área plantada em aproximadamente 4,9%, passando de 2,700 milhões para 2,840 milhões de hectares. Quanto à produção do grão, a expectativa é de crescimento de 4,6% no volume produzido, de 9,584 milhões de toneladas na safra 2017/2018 para 10,053 milhões de toneladas nesta safra 2018/2019. A produtividade para a próxima safra está estimada em 59 sc/ha.



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