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QUINTA-FEIRA, 19 DE ABRIL DE 2018
11 de JULHO de 2017 | Fonte: Globo Esporte

São Paulo tira Pintado da nova comissão técnica

Proposta para o antigo auxiliar participar do processo de transição de garotos é saída diplomática para afastá-lo da Barra Funda, onde a diretoria admite que "as coisas não estavam legais".
Pintado durante treino no CT da Barra Funda (Foto: Érico Leonan/saopaulofc.net)

Retirado da comissão técnica em decisão tomada pelo novo treinador, Dorival Júnior, e o São Paulo, Pintado tem nas mãos uma oferta para participar de projeto de integração das categorias de base ao time profissional. Essa foi a saída diplomática encontrada pela diretoria para estabelecer distância entre o antigo auxiliar e a equipe de trabalho do substituto de Rogério Ceni.

 

Em conversa informal num dos campos do CT da Barra Funda, na última segunda-feira, responsáveis pelo departamento de futebol disseram adorar Pintado, mas admitiram que "as coisas não estavam legais" no dia a dia.

 

Volante nos anos 90, símbolo de raça da vitoriosa equipe comandada por Telê Santana, Pintado conta, obviamente, com a simpatia da torcida, motivo que deixou o clube cheio de dedos para explicar a decisão de tirá-lo da comissão técnica. Afinal de contas, há uma semana, já havia causado péssima impressão a entrevista do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, em que ele isentou a diretoria de culpa pelo mau rendimento do time treinado por Rogério Ceni, o maior dos ídolos.

 

Na verdade, os dirigentes avaliaram que Pintado ultrapassou limites de sua função. Em vez de conciliar, criar atalhos entre jogadores e o resto da comissão, o efeito estava sendo o contrário.

 

Também apontam, internamente, que o auxiliar era pouco cuidadoso ao externar críticas a alguns jogadores, caso, por exemplo, do meia Cueva. A postura do peruano, justamente o oposto do que caracterizou Pintado como atleta, acabou exposta demais.

 

No início do ano, Pintado não fazia parte dos planos de Rogério Ceni para a comissão técnica, mas todos entenderam que ele seria importante, principalmente pelo fato de o auxiliar principal não falar português. Nos meses de convivência, Ceni delegou funções a Pintado, que ficava responsável por grupos de trabalho durante treinamentos, mas o inglês Michael Beale era mesmo o sujeito de confiança do "chefe".

 

Com o passar dos meses, criou-se um abismo maior do que se imaginava entre Ceni e Beale, e Pintado. A relação se deteriorou, e o ex-goleiro deixou o clube sem sentir apoio do companheiro.

 

Dorival Júnior deixou claro à diretoria que gostaria de trabalhar com sua equipe – os auxiliares Lucas Silvestre e Leonardo Porto, e o preparador físico Celso Rezende.

 

Pintado, apesar de ter sido pego de surpresa, está inclinado a aceitar novas atribuições, embora elas ainda não estejam totalmente claras. Caso isso aconteça, ele e Dorival terão que interagir sobre a transição de garotos de Cotia para a Barra Funda, mas não haverá absolutamente nenhuma participação de Pintado na formação da equipe profissional.



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