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QUINTA-FEIRA, 03 DE ABRIL DE 2025
20 de MARÇO de 2025 | Fonte: Ascom/IFMS

Feira científica nacional tem projeto de estudantes do IFMS de Naviraí entre finalistas

Dos 13 finalistas de MS, nove são do Instituto Federal sendo um do Campus Naviraí. Evento tem início na segunda-feira, 24, na capital paulista.
Clara Baida e Estevão Bueno, estudantes do curso técnico em Informática para Internet em Naviraí (Foto: Arquivo Pessoal)

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) é a instituição do estado com mais trabalhos classificados para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2025. No total, são nove projetos na fase final, dos 13 finalistas sul-mato-grossenses e 22 da Região Centro-Oeste.

 

Promovida pela Universidade de São Paulo (USP), a Febrace visa fomentar a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo entre jovens e educadores.

 

A Mostra de Finalistas terá início na segunda-feira, 24, e seguirá até o dia 28, na Cidade Universitária da USP, em São Paulo (SP). A lista completa dos trabalhos que serão apresentados presencialmente está disponível na página da Febrace.

 

IFMS

Os trabalhos que serão apresentados na Febrace 2025 são dos campi Aquidauana, Campo Grande, Coxim, Jardim, Naviraí e Nova Andradina.

 

Um dos finalistas, é o aplicativo 'Cidade Inclusiva', desenvolvido por Estêvão Bueno e Clara Baida, estudantes do curso técnico em Informática para Internet do Campus Naviraí. Orientado pelo professor Marcos Rogério Ferreira, o trabalho propõe a utilização da tecnologia para facilitar o deslocamento urbano de pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida.

 

A ideia surgiu após conversas com representantes da Associação Naviraiense de Pessoas com Deficiência (ANPEDE), que relataram problemas como falta de comunicação com a prefeitura, obras de acessibilidade mal localizadas e ausência de motoristas e cuidadores capacitados.

 

"Participar da Febrace vai me ajudar muito nos estudos. Estarei em contato com cientistas e pessoas criativas, o que vai estimular minha curiosidade e vontade de aprender. Quero conhecer projetos inovadores e soluções para problemas que nunca imaginei, o que vai me motivar a estudar mais e buscar novos conhecimentos", destaca Estêvão.

 

Outro projeto do IFMS, intitulado 'A população de papagaios-verdadeiros (Amazona aestiva) no Município de Jardim/MS: conhecer para preservar', é desenvolvido pelos estudantes Gabriely Ishibashi Barbosa e Marquiendel Guilherme de Souza Júnior, do Campus Jardim, sob orientação da professora Joelma dos Santos Garcia Delgado.

 

O projeto conta com apoio do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (Pitec), da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (Fundect).

 

"Com o alto número populacional de papagaios na cidade, o projeto busca sensibilizar a população quanto à conservação. Com estudos e observações, identificamos os impactos do tráfico ilegal e da destruição do habitat dessas aves, ações que comprometem não só a espécie, mas também o equilíbrio do ecossistema", explica Gabriely.

 

Para a estudante, a maior feira científica de ensino médio do Brasil promoverá integração cultural e científica.

“O contato com diferentes talentos e culturas enriquece nossa formação. Nossa expectativa é trocar experiências, aprender com outros pesquisadores e levar nosso conhecimento a um público maior, representando nosso estado e a importância da conservação ambiental”, destaca a jovem pesquisadora.

 

A orientadora complementa que a Febrace será uma oportunidade única de aprendizado para os estudantes.

"As feiras de ciências divulgam os resultados das pesquisas e impulsionam os jovens na iniciação científica, permitindo que aprendam como verdadeiros protagonistas da ciência. Essa experiência é essencial para a vida acadêmica e profissional, além de incentivá-los a seguir no ensino superior", ressalta.

 

Conheça os projetos finalistas do IFMS

A população de papagaios-verdadeiros (Amazona aestiva) no município de Jardim/MS: conhecer para preservar (Campus Jardim);

Construção de um gaussímetro de baixo custo (Campus Aquidauana);

Cidade inclusiva: aplicativo para auxiliar na mobilidade e acessibilidade urbana de cadeirantes (Campus Naviraí);

Damas literárias ciclo 2: pelo resgate da escrita feminina apagada da história (Campus Campo Grande);

Desenvolvimento de um protótipo para a captura de imagens digitais e utilizado em aplicações químicas (Campus Coxim);

Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier (FTIR) como uma abordagem para a identificação de fungos em pastagens no Cerrado Sul-Mato-Grossense (Campus Nova Andradina);

Estudo do processo de produção de cápsulas de controle biológico (Campus Campo Grande);

Protótipo para análise não destrutiva dos aspectos internos de ovos de galinha: avaliação em diferentes condições de armazenamento e tempo de estocagem (Campus Nova Andradina);

Testes psicometricamente validados de química utilizando inteligência artificial e learnersourcing (Campus Nova Andradina).



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