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SÁBADO, 29 DE FEVEREIRO DE 2020
06 de MARÇO de 2019 | Fonte: Globo Esporte

Galiotte diz que não aceitará mais erros de Deyverson

Maurício Galiotte se mostra incomodado com vídeo do atacante que vazou anunciado saída do clube para o futebol chinês.
Presidente do Palmeiras em entrevista ao Seleção SporTV (Foto: Reprodução)

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, disse que não aceitará mais um erro do atacante Deyverson. Em entrevista ao Seleção SporTV desta quarta-feira, direto de Barranquilla, na Colômbia, o dirigente se mostrou incomodado com o vídeo feito pelo centroavante se despedindo do Verdão para atuar no futebol chinês.

 

Em outro vídeo, divulgado por ele pouco depois, o jogador alegou que a gravação era uma brincadeira com amigos e que ficaria no Palmeiras.

 

– Eu mesmo tratei do assunto e falei com Deyverson. Ele cometeu um erro gravíssimo, que não vai se repetir. Eu disse a ele que não vai se repetir, em relação a esses vídeos que vazaram na internet. Ele tem todo o direito de estar conosco, tem contrato, e queremos que ele fique também – afirmou Galiotte.

 

– O que ocorreu foi que o próprio empresário nos trouxe a negociação e acabou não acontecendo. Ele está conosco. Volto a repetir: o que não pode é esse tipo de situação de vazar um vídeo ou outro que coloca o Palmeiras em uma situação ruim, expõe a nossa marca. Não vamos aceitar. Esperamos que ele jogue futebol, que faça o que sabe fazer, que são gols. Desta maneira, ele nos ajudou a ser campeões brasileiros, inclusive com o gol do título. Foi isso que eu disse a ele. É isso que esperamos do Deyverson – afirmou o presidente.

 

Deyverson foi suspenso por seis partidas no Campeonato Paulista após cuspir no volante Richard, do Corinthians. Em meio a isso, o Palmeiras recebeu uma proposta do Shenzhen FC, da China, de 12 milhões de euros. O clube aceitou negociá-lo, mas ainda esperava pelo aval do jogador para concluir a transação, o que não aconteceu.

 

O atacante volta nesta quarta-feira a ficar à disposição de Felipão para enfrentar o Junior Barranquilla, às 21h30 (de Brasília), na Colômbia, pela estreia na Copa Libertadores. Com Borja muito criticado, o jogador tem chances até de iniciar a partida como titular.

 

Sobre o faturamento do Palmeiras

– Isso é fruto de um trabalho que a gente está desenvolvendo no clube há alguns anos, um trabalho de reestruturação, de reorganização. O Palmeiras é uma marca muito forte, uma grife, com uma torcida engajada. O fruto desse trabalho está sendo nosso faturamento. É importante para a administração do clube, faz com que consiga segurar no Brasil jogadores de ponta, como Bruno Henrique e Dudu. Temos uma série de fontes de recursos importantes que proporcionam ao Palmeiras um momento único. O sócio torcedor Avanti é extremamente importante para o dia a dia, para o nosso fluxo financeiro. Temos arrecadação, patrocínio da Crefisa, temos várias fontes de recursos significativas que proporcionam esse momento. É muito importante ter todo recurso canalizado no futebol para manter a equipe competitiva para buscar os títulos.

 

O alto investimento aumenta a pressão pelo título?

– No futebol, precisamos fazer tudo da melhor maneira possível, mas tem o imponderável. Você não tem controle do resultado, principalmente no mata-mata. Um momento negativo, uma falha individual, de arbitragem, e você perde todo o projeto. Temos de saber conviver com isso e ter a melhor equipe possível em campo para minimizar os riscos.

 

É inevitável vender jogadores, incluindo os da base?

– Nós investimos muito na base do clube e temos como objetivo disputar títulos e revelar valores. Valores que poderão estar na equipe principal, como o Victor Luis, ou que possam gerar recursos financeiros para o clube ter uma boa equipe em campo. O trabalho da base é importante para gerar recursos como também vender um valor para a equipe continuar com receita, equilíbrio de caixa para se manter. Conseguimos segurar Dudu e Bruno Henrique e todos do elenco decacampeão através desse trabalho. Temos no orçamento R$ 50 milhões estimados com a venda de atletas, o que é normal. Tivemos R$ 688 milhões de faturamento em 2018. Absolutamente normal vender atleta da base ou do profissional. Precisamos fazer com responsabilidade.

 

Utilização dos garotos no profissional

– O Palmeiras está trabalhando em todas as frentes para ser referência. Temos trabalhado com o Felipão no profissional o Gabriel Menino, o Vitão e outros jogadores da base que estão treinando no dia a dia do profissional. Alguns foram emprestados, como é o caso do Vitinho (para o São Caetano). É uma decisão da comissão técnica usar de imediato ou preparar para o futuro. A nossa obrigação é estruturar, ter um clube em condições de revelar novos talentos e posteriormente fica uma decisão da comissão técnica em que momento utilizar.



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