Untitled Document
TERÇA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2019
01 de FEVEREIRO de 2019 | Fonte: Correio do Estado

Novo chefe da PF no Estado quer quebrar as finanças do tráfico

Cleo Mazzotti é nomeado para a Superintendência da Polícia Federal em MS
Mazzotti foi escolhido para dar continuidade ao seu trabalho em MS (Foto: Arquivo/Correio do Estado)

O delegado da Polícia Federal Cléo Matusiak Mazzotti é o novo superintendente regional da PF em Mato Grosso do Sul. Com a nomeação publicada no Diário Oficial da União, na edição de ontem, Mazzoti chega oficialmente ao cargo priorizando ações operacionais que quebrem a estrutura financeira do tráfico, de forma a impossibilitar a continuidade da atuação deste. Ele vinha respondendo pela função desde a nomeação de Luciano Flores de Lima para ocupar o mesmo cargo no Paraná, no ano passado. 

 

Segundo Mazzotti, juntamente do reforço do trabalho de inteligência policial (já atuou como agente operacional na Agência Brasileira de Inteligência), a prioridade da superintendência nesse novo ciclo será desarticular a estrutura financeira das organizações criminosas que agem no Estado, principalmente, as do tráfico e contrabando, apreendendo os seus bens. No seu entender, de nada adianta somente fazer crescer o volume de apreensões, quando  esses ilícitos são encontrados apenas nas mãos de “mulas” (transportadores). 

 

Conforme frisou, quando se atinge a estrutura financeira, a sobrevivência do grupo fica comprometida. No ano passado, por exemplo, Mato Grosso do Sul foi o segundo Estado em apreensão de bens em operações de repressão às drogas. Foram R$ 87 milhões, o equivalente a 19,2% do montante nacional (R$ 451.534.534,21).

 

O novo superintendente também destacou o propósito de priorizar e fortalecer o combate aos crimes de corrupção. A Polícia Federal deve trabalhar com, pelo menos, quatro delegados vinculados a essa área de investigação. Mazzotti guarda a experiência de ter sido um dos responsáveis pela Operação Lama Asfáltica, que apurou casos de desvio e lavagem de dinheiro público no Estado.

 

O trabalho operacional da superintendência também será desenvolvido com atenção a outras áreas, como a repressão aos crimes previdenciários e ambientais.

 

ESTRUTURA

Cléo Mazzoti informou ainda que trabalhará com a perspectiva de construção da delegacia de Ponta Porã. O prédio em uso é antigo e não atende às necessidades administrativas e operacionais da PF na fronteira. Para esse projeto, são esperados recursos de R$ 15 milhões a R$ 16 milhões.

 

Prioridade semelhante deve receber o Posto Esdras, na fronteira com a Bolívia, em Corumbá, e a delegacia da localidade. O novo superintendente observou que o posto na linha de fronteira recebe uma média de 250 pessoas por dia. Em épocas especiais, como de feriados, eventos e outros, o atendimento chega a passar de 1.500 pessoas/dia.

 

O chefe nomeado da PF  destacou a sua intenção de melhorar a estrutura administrativa em Campo Grande, dando uma atenção especial a setores como emissão de passaportes, armas, estrangeiros e segurança privada.

 

ATUAÇÃO

Antes de integrar a Federal, Cléo Matusiak Mazzoti atuava como advogado e, entre os anos de 1999 e 2015, foi analista de informações e agente Abin. Na PF, atuou como delegado-chefe do Núcleo de Imigração e no Núcleo de Operações da Delegacia de Polícia Federal, em Foz do Iguaçu (PR). Também trabalhou como delegado-chefe da Delegacia da Polícia Federal de Londrina e da Base Gise em Curitiba.

 

Em Mato Grosso do Sul, o delegado atua desde 2015, quando foi designado para o ser delegado regional de Combate ao Crime Organizado, cargo que ocupou até janeiro de 2018, quando se tornou delegado regional executivo.  



Untitled Document
Últimas Notícias
Izauri pleiteia parceria com Fundação de Cultura do MS para eventos em Naviraí
Homem atacado por onça-pintada é salvo por 5 cachorros em MS
Começa a proibição de telemarketing de telefônicas
Untitled Document