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QUARTA-FEIRA, 19 DE DEZEMBRO DE 2018
04 de OUTUBRO de 2018 | Fonte: Gazeta Esportiva

Jair nega baque com demissão no Santos e dá razão a Cuca

Jair fez uma autocrítica da sua passagem pelo Peixe (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Jair Ventura é o nome do momento no Corinthians. Elogiado abertamente por jogadores e visto como maior responsável pela equipe alvinegra ter derrotado o Flamengo na semifinal da Copa do Brasil, o técnico corintiano vive uma fase especial, principalmente para quem, três meses atrás, foi demitido pelo Santos por falta de resultados. Sorridente até na hora de responder se o desligamento no Peixe foi um baque na sua confiança, o comandante explicou como lidou com a situação.

 

“Eu não vou ser uma pessoa diferente quando estiver num bom momento nem vou me esconder embaixo do tapete quando estiver num momento ruim, porque a gente não tem Alex Ferguson aqui no Brasil, um cara que vai ficar 20 e poucos anos em um time”, avaliou Jair, em conversa com Gazeta Esportiva, citando o lendário ex-treinador do Manchester United, que passou mais de duas décadas no comando do gigante inglês.

 

Contratado em janeiro pelo Alvinegro Praiano, Jair não resistiu aos maus resultados pós-Copa e foi expulso com 44% de aproveitamento nos 39 jogos disputados (14 vitórias, 10 empates e 15 derrotas). “Eu estou em um momento bom. Eu não vou me achar o melhor técnico do mundo, e quando eu perdi o emprego também no Santos eu não me achei o pior treinador do mundo. Vou buscar sempre um equilíbrio”, observou o jovem técnico. Para ele, é necessário ficar alheio a essa críticas no futebol.

 

“Eu tenho muitos defeitos e algumas qualidades, e acho que algumas dessas qualidades é ser sempre quem eu sou. Eu não posso deixar de ser quem eu sou pelo o que as pessoas falam ou pelo o que as pessoas acham”, continuou, apontando o conturbado ambiente político vivido no Santos como um dos empecilhos para o seu trabalho “vingar” na Baixada.

 

“O Cuca já falou, né (sobre o ambiente político)? Então, acho que não preciso falar. Ele, como tem uma casca maior, acho que fica mais fácil falar. Mas é lógico que atrapalha, né? Mas, se eu falo, eu estou tirando um pouco da minha responsabilidade também. Acho que de tantos defeitos, um pouco de qualidade que eu tenho é não fugir da minha responsabilidade. A gente tem a responsabilidade, sempre, como treinador, mas fico feliz da passagem que eu tive lá no Santos”, disse o hoje corintiano, enumerando seus feitos positivos quando ainda santista.

 

“Todos os objetivos foram alcançados: deixei classificado na Libertadores, deixei classificado na Copa do Brasil, chegamos à semifinal (do Paulista) ganhando do Palmeiras”, lembrou.

 

“Os reforços que ficaram na beirinha para eu usar, mas que bom que as indicações tenham dado certo. Então, todos os objetivos alcançados. Ajudamos o clube na venda de um jogador (Rodrygo) de R$ 45 milhões, que depois da venda dele a gente teve dinheiro. Foi uma parceria. A gente pegou um clube não para alcançar um percentual alto, mas sim para alcançar os objetivos, e todos os objetivos foram alcançados. Saio com a cabeça erguida. Sei que tive minha parcela de contribuição em um momento muito delicado, que todo mundo sabe que é o extra-campo do Santos agora”, concluiu.

 

Concentrado no jogo contra o Flamengo, nesta sexta-feira, na Arena, e na primeira final da Copa do Brasil, na quarta que vem, em Belo Horizonte, Jair tem um reencontro marcado com o ex-clube: dia 13 de outubro, às 19h (de Brasília), no Pacaembu, pela 29ª rodada do Brasileiro.



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