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SEXTA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO DE 2018
25 de MAIO de 2018 | Fonte: G1

Grupo grevista pede para caminhoneiros liberarem estradas

Decisão da Abcam, principal liderança do movimento, que bloqueia estradas em todo o país há cinco dias, ocorre depois do anúncio de Temer de enviar as Forças Armadas para desobstruir estradas.

Principal liderança da greve que paralisa o país há cinco dias, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) vai pedir à categoria que suspenda os bloqueios. O argumento da entidade é que teme pela segurança dos caminhoneiros, após o anúncio do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira, de convocar as Forças Armadas para desobstruir as rodovias.

 

“Já mostramos a nossa força ao governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições”, diz o presidente da Abicam, José da Fonseca Lopes, ressaltando que a entidade não assinou qualquer acordo com o governo, e que mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

 

A Abcam representa cerca de 700 mil trabalhadores do setor com 600 sindicatos espalhados pelo Brasil, e é uma entre centenas de entidades que representam a categoria.

 

“A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos”, diz o dirigente em nota divulgada nesta sexta-feira, para concluir:

 

“É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria. Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.



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