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QUINTA-FEIRA, 19 DE JULHO DE 2018
16 de ABRIL de 2018 | Fonte: Correio do Estado

STF mantém prisão de envolvidos em fraudes financeiras presos pela PF

Celso Éder Gonzaga de Araújo liderava esquema que fez 25 mil vítimas
Celso Èder preso pela PF no ano passado. - Foto: Álvaro Rezende/Arquivo

Supremo Tribunal Federal (STF) negou novo habeas corpus a Celso Éder Gonzaga de Araújo e Sidnei dos Anjos Peró, presos pela Polícia Federal no ano passado, durante a Operação Ouro de Ofir. Com apoio de Anderson Flores de Araújo, também preso, e de Ricardo Machado Neves, foragido, eles operavam esquema de pirâmide financeira que movimentou cifras milionárias em todo o Brasil, deixando aproximadamente 25 mil vítimas.

 

Segundo decisão do ministro Ricardo Lewandowski, a manutenção da prisão tem como primeiro objetivo garantir a ordem, uma vez que, mesmo depois da descoberta das fraudes e das consequentes prisões, outras pessoas continuam com os golpes. Nas redes sociais e grupos de WhatsApp, supostos corretores ligados aos chefes do bando, identificados como "mulas das fraudes", mantêm garantias de pagamentos e seguem a aliciar novas vítimas para as pirâmides.

 

"[...] os demais denunciados continuam desempenhando suas atividades no grupo criminoso, sendo que para isso estão utilizando terceiras pessoas para disseminar informações que apontam o erro ou o propósito deliberado das instituições federais de impedir a liberação dos recursos negociados pelos acusados", justifica o ministro.

 

Na decisão publicada no último dia 13, ele lembrou especificamente que Celso Éder já foi condenado por porte ilegal de arma de fogo e encontrava-se cumprindo pena por tal delito quando foi novamente preso por ocasião dos fatos relativos às investigações da PF, igualmente, portando outra arma. O trio tem pedidos de liberdade negados de forma reiterada desde dezembro. Em fevereiro, Celso e Anderson chegaram a receber tornozeleiras eletrônicas, mas a decisão foi revista.

 

OURO DE OFIR

A operação realizada em novembro de 2017 culminou na prisão de Celso, gerente da empresa Company Consultoria Empresarial Eireli, localizada no Jardim São Francisco e usada para legitimar os golpes, juntamente com Anderson, Celso e Ricardo. Eles coordenavam as operações SAP, abreviação para o nome de Peró, e Aumetal. A ação consistia em “típica fraude para burlar tanto o fisco federal como as supostas vítimas que acreditam estarem investindo num negócio lícito e devidamente declarado, com respaldo das autoridades federais de fiscalização”, lê-se no relatório policial. 

 

Os investidores aplicavam cotas a partir de R$ 1 mil e chegavam a assinar contratos falsificados, acreditando que futuramente receberiam milhões dos recursos da mina. O valor pago por eles na SAP e Aumetal, afirmavam os golpistas, seria apenas para cobrir despesas com o processo. Porém, quanto mais fosse investido, maior seria o benefício.

 

Durante a operação, a PF descobriu que aproximadamente 25 mil pessoas foram lesadas em todos os estados da federação. Algumas chegaram a aplicar de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. Porém, novas operações similares a SAP e a Aumetal foram descobertas recentemente, o que leva a polícia a crer em prejuízo bilionário. Sugiram a Operação Zim, com moedas do Zimbábue, Mariah, Londres, Suíça, G4 e até mesmo Armagedom. A Polícia Civil também investiga o caso.



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