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SÁBADO, 22 DE SETEMBRO DE 2018
31 de JANEIRO de 2018 | Fonte: O Globo

Taxa média de desemprego de 2017 fica em 12,7% e bate recorde

Contingente de pessoas sem trabalho é o maior dos últimos seis anos
Desemprego recorde no Brasil (Foto: Antonio Scorza/ Agência O Globo)

A taxa de desemprego do ano de 2017 ficou em 12,7% e foi recorde da série histórica da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Mensal (Pnad), iniciada pelo IBGE em 2012. Isso quer dizer que, em média, o desemprego atingiu 13,23 milhões de pessoas da força do trabalho no ano passado. Esse também é o maior contingente de pessoas sem trabalho dos últimos seis anos.

 

Em 2016, o desemprego médio do ano já havia passado para 11,5% da força de trabalho, ante os 8,5% registrados em 2015. Para 2018, analistas estimam que a taxa média do ano deva ficar na casa dos 12%, ou seja, ainda em dois dígitos. A Pnad considera tanto empregos com carteira assinada quanto os sem carteira.

 

Ao longo do ano de 2017, a taxa de desemprego atingiu 13,7% no período entre janeiro e março, o recorde para um trimestre de toda a série histórica. Depois disso, no entanto, vem recuando.

 

No quarto trimestre, a taxa ficou em 11,8% e atingiu 12,3 milhões de trabalhadores. O resultado indica um desempenho melhor que no quarto trimestre de 2016, quando a taxa tinha sido de 12%. Para o quarto trimestre de 2017, a mediana de expectativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg apontavam um desemprego de 11,9%.

 

Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, ressaltou, em relação aos resultados do último trimestre de 2017, que apesar de a taxa ter ficado estável em relação ao mesmo período de 2016 (12%) e caído em relação ao terceiro trimestre de 2017 (12,4%), não há nenhum indício de recuperação do trabalho com carteira.

 

A população desempregada ficou estável no quarto trimestre na comparação com o ano anterior e a ocupada teve alta de 2% no mesmo período, devido ao aumento de 5,7%, na mesma comparação, do grupo de empregados sem carteira, que passou de 10,5 milhões para 11,1 milhões. Enquanto o contingente com carteira caiu de 34 milhões para 33,3 milhões de pessoas.

 

1,47 MILHÃO DE DESEMPREGADOS A MAIS EM 2017

 

Ao atingir uma média de 13,23 milhões de pessoas no ano passado, o número de desempregados cresceu em 1,47 milhão de pessoas em relação a 2016. A média da população ocupada, no entanto, cresceu nessa mesma comparação, de 90,38 milhões de pessoas em 2016 para 90,64 milhões no ano passado.

 

O número de empregados no setor privado caiu em 953 mil pessoas entre esses dois anos. Esse grupo era formado por 34,3 milhão de trabalhadores em 2016 e caiu para 33,34 milhões em 2017. Já os empregados informais saltaram de 10,15 milhões para 10,7 milhões nessa mesma comparação.

 

Ainda em relação ao ano anterior, em 2017 o número de pessoas empregadas como domésticos ficou estável, em 6,17 milhões. Já os epregadores passaram de 3,9 milhões para 4,24 milhões. Os conta própria também ficaram estáveis: eram 22,5 milhões em 2016 e 22,68 milhões em 2017.

 

O rendimento médio de todos os trabalhos saltou de R$ 2.091 para R$ 2.141.

 

INDÚSTRIA FECHOU 1,5 MILHÃO DE VAGAS NA RECESSÃO

 

A indústria encerrou 2017 empregando em média 11,7 milhões de pessoas. Esse contingente, em relação a 2014, início da recessão, perdeu 1,5 milhão de trabalhadores. Nesse mesmo período de comparação a construção civil perdeu 964 mil trabalhadores, passando de 7,8 milhões de pessoas para 6,8 milhões. Esses dois grupos foram os que mais destruíram vagas nesse período. Em termos percentuais, a construção foi o setor que mais perdeu empregados entre 2014 e 2017 (12,3%).

 

Na semana passada, o Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), mostrou que o emprego formal segue em baixa no país. No ano passado, o saldo ficou negativo em 20 mil postos de trabalho. Ou seja, essa foi a diferença entre o número de contratações e demissões, que se sobrepuseram.

 

Com o rendimento médio de todos os trabalhos voltando a crescer em 2017, em relação ao ano anterior, ele voltou ao mesmo valor (R$ 2.142) registrado para a média do ano de 2014, primeiro ano da crise, e que havia sido o pico histórico para a série da pesquisa PNAD, iniciada em 2012.



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