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SÁBADO, 18 DE AGOSTO DE 2018
30 de JANEIRO de 2018 | Fonte: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

MS conduz acordos comerciais e assegura apoio da Bolívia para ferrovia interamericana

Segundo o governador, a Ferrovia Oriental é fundamental para a ligação bioceânica.
Para o governador Reinaldo Azambuja, a Bolívia é um parceiro estratégico de Mato Grosso do Sul (Foto: Chico Ribeiro-Subcom)

O governador Reinaldo Azambuja disse, durante reunião com autoridades bolivianas para encaminhar o processo de compra de gás natural e ureia, que o estreitamento das relações comerciais com a Bolívia garante, por parte do país vizinho, apoio técnico e financeiro para a integração física e logística de transportes por meio da ferrovia. Segundo o governador, a Ferrovia Oriental é fundamental para a ligação bioceânica. As discussões sobre a integração física preveem a estruturação de dois corredores, um rodoviário, que passa pelo Paraguai, e outro ferroviário, que cruza Mato Grosso do Sul, entra na Bolívia e interliga aos troncos ferroviários da Argentina e Chile. Os dois projetos tem destinos em comum, os portos de Antofagasta, Mejillones, Iquique e Arica, no Norte do Chile, e Ilo, no Peru.

 

No ano passado, o governador Reinaldo Azambuja e seu colega de Mato Grosso, Pedro Taques, assinaram com o ministro Luis Alberto Sanchez Fernández um Memorando de Entendimento em que o governo boliviano manifesta o interesse pela proposta, que prevê, além da compra de gás natural para suprimento de polos industriais e usinas termelétricas nos dois estados, também a importação de ureia. Depois desse Memorando, os entendimentos avançaram e a Bolívia já realizou a primeira remessa de ureia para Mato Grosso. A ureia disponibilizada para esses acordos bilaterais está sendo produzida em Cochabamba, de onde também devem sair os suprimentos de gás para a termelétrica de Ladário-Corumbá.

 

Ainda no ano passado, em reunião em Santa Cruz de La Sierra, o governador Reinaldo Azambuja e o presidente boliviano Evo Morales encaminharam conversações para ampliar acordos de cooperação e intercâmbio comercial para expansão da produção agrícola. A Bolívia quer o apoio dos governos de MS e MT para intensificar o comércio bilateral e diversificar sua economia. Essa intenção também foi manifestada no documento assinado por Morales.

 

Os termos contratuais, preço, condições de transporte e armazenamento do gás estão sendo tratados pela MSGAS com o presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Boliviano (YPFB), Guilhermo Acha Morales, e os dirigentes de empresas de gás dos demais estados hoje servidos pelo Gasbol (PR, SC e RS).

 

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, assim como o presidente Michael Temer sinalizou a concordância para a negociação direta, sem intermediação da Petrobras, signatária do contrato do Gasoduto Brasil-Bolívia, que vence em 2019, o presidente Evo Morales também autorizou a estatal petrolífera boliviana a negociar diretamente com as empresas de gás dos estados.

 

“As autoridades bolivianas sempre foram receptivas à nossa proposta, inclusive, sobre a reativação do ramal na fronteira de Corumbá, que vai levar gás para a termelétrica de Ladário”, disse o governador. O projeto da térmica prevê demanda de suprimento de 1 milhão a 1,2 milhão de m3/dia de gás natural.

 

O presidente da MSGAS, Rudel Espíndola Trindade disse que desde o início de janeiro a proposta de acordo vem sendo alinhada, com a participação dos governos de Mato Grosso e Rondônia, além do PR, SC e RS.

 

“As demandas já extrapolaram o tema gás e ureia e as autoridades brasileiras e bolivianas já entram na questão de logística de transporte aéreo, infraestrutura viária e segurança. São pontos em comum que interessam aos dois países que, potencialmente, proporcionam desenvolvimento, estreitam as relações”, disse Rudel Trindade.

 

Segundo o presidente da MSGAS, no início das conversações “nossa demanda era por 1,3 milhão de metros cúbicos de gás para a termelétrica de Ladário e Corumbá. Mas a venda da UFN III em Três Lagoas deve ocorrer logo e já está cm essa previsão de suprimento de 2,3 milhões de metros cúbicos de gás, demanda que naturalmente irá aumentar em muito. O governador Reinaldo Azambuja conseguiu avançar rápido nesses entendimentos”.

 

Estratégico 

Para o governador Reinaldo Azambuja, a Bolívia é um parceiro estratégico de Mato Grosso do Sul, tanto pelas jazidas de gás, que são as maiores do mundo, quanto pela logística, com a maior extensão da futura ferrovia transamericana.

 

“A termelétrica é vital, o Brasil tem uma curva de crescimento da economia ascendente e a gente sabe que sem energia não há desenvolvimento. Temos que construir esses acordos com a participação da iniciativa privada, que é quem conduz os projetos, os empreendimentos na agricultura, pecuária, geração de energia, inclusive a partir da biomassa. A garantia de fornecimento de gás é importante. Vejam que perdemos uma oportunidade em dezembro, no leilão da Aneel”, concluiu Reinaldo Azambuja, nhuma alusão à construção da termelétrica de Corumbá.

 

A usina termelétrica terá capacidade para gerar 267 MW de energia, suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes, e precisa do suprimento de 1,2 milhão de m³/dia de gás natural. O projeto terá investimentos de quase R$ 1 bilhão, com a vantagem de já ter disponível um duto-ramal entre Corumbá e o lado boliviano.



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