Untitled Document
TERÇA-FEIRA, 22 DE MAIO DE 2018
20 de JANEIRO de 2018 | Fonte: Correio do Estado

Corumbaense volta a disputar uma competição nacional 30 anos depois

Depois do susto do risco de não poder contar com seu estádio, o Corumbaense acertou as coisas e fez boa estreia no Estadual, vencendo o Operário de Dourados por 3 a 0.

A Copa União, como foi chamado o Campeonato Brasileiro de 1987, pode trazer más lembranças aos torcedores de Flamengo (RJ) e Sport Recife pela eterna discussão de quem é o legítimo dono do título daquela temporada. Mas em Mato Grosso do Sul, o ano é lembrado com carinho. Se na Capital o Operário sagrou-se campeão do Módulo Azul - única conquista nacional do Galo, no Módulo Branco, o Corumbaense conquistou a alcunha de primeirio clube do inteior do Estado a jogar uma competição de nível nacional.

 

E neste domingo, às 16h (de MS), o Carijó voltará a uma disputa nacional pela primeira vez nesses 30 anos. Um dos dois representantes do Estado, o outro é justamente o Operário, o Alvinegro da Cidade Branca faz o jogo de ida em casa, no Estádio Arthur Marinho, contra o Ceilândia, de Brasília (DF), pela fase preliminar da Copa Verde.

 

O confronto de volta acontece já nesta quarta-feira (24/01), às 15h (de MS), na cidade satélite de mesmo nome do clube adversário, no Distrito Federal. O duelo é mata-mata e em caso de igualdade no placar, o critério de desempate são os gols marcados fora de casa.

 

O vencedor desse duelo encara na segunda fase o temido Luverdense, de Mato Grosso, equipe que conta com alto investimento financeiro, é o atual campeão da competição e disputou no ano passado a Série B do Brasileirão, quebrando as hegemonias de Goiás e Distrito Federal de serem os únicos a terem representantes da Região Centro-Oeste nasa principais divisões nacionais.

 

Depois do susto do risco de não poder contar com seu estádio, o Corumbaense acertou as coisas e fez boa estreia no Estadual, vencendo o Operário de Dourados por 3 a 0, na última quarta-feira (17).

 

A tendência é que o técnico do Carijó, Douglas Ricardo, leve a campo neste domingo a mesma base que estreiou no Sul-Mato-Grossense, com Guilherme; Robinho, Rodrigo, Augusto e Igor Pimentel; Valdinei, Guilherme, Mutuca e Aguinaldo; William e Geraldo, o “G9”, maior ídolo da torcida.

 

A CBF determinou um trio paraense para atuar na partida, comandado pelo árbitro Joelson Nazareno Ferreira Cardoso com os assistentes Bárbara Roberto da Costa e Luis Diego Nascimento Lopes. Dois sul-mato-grossenses da FFMS estarão atuando junto. Thiago de Alencar Gonzaga será o quarto-árbitro com Manoel Paixão dos Santos, como analista de campo.

 

Após a partida, o presidente alvinegro, Luiz Bosco Delgado, elogiou a presença do público e projetou uma nova fase com as participações garantidas nas competições nacionais - o clube jogará ainda Copa do Brasil (encara o Asa, de Alagoas, no dia 7 de fevereiro, em casa) e Série D do Brasileirão, esse último no segundo semestre.

 

"Todos acompanharam nosso trabalho, é muita gente trabalhando pra tentar deixar o estádio bonito, fazer uma apresentação para o estado todo, e essa tensão acabou. Acreditamos que daqui pra frente não ocorram mais turbulências e que possamos trabalhar com tranquilidade, com fé, com esperança. Sabemos que o campeonato não é tão longo, mas é difícil, as equipes cada vez mais procurando melhorar em qualidade, mas temos certeza que faremos um belíssimo campeonato e quem sabe ter boas apresentações na Copa do Brasil e Copa Verde", disse, ao "Diário Corumbaense." 

 

HISTÓRICO

A história do Corumbaense em competições nacionais começa em 1984, ano do primeiro título estadual do clube (o segundo veio em 2017).

 

Na ocasião, a CBF prometeu a vaga de 1985 na Taça de Ouro, como era chamado o Brasileirão, ao campeão sul-mato-grossense do ano anterior,  mas um imbróglio curioso adiou o sonho do Carijó: o Douradense, que teoricamente terminou na terceira colocação do Estadual, protestou por suposta escalação de jogador irregular do Operário, vice.

 

A briga foi parar no Conselho Nacional de Desportos (CND), órgão extinto nos anos 1990, que demorou e decidiu de forma absirda que Corumbaense e Douradense deveriam fazer de novo a final do Estadual de 1984. Em julho de 1985, o Carijó venceu novamente e ratificou seu título, mas o estrago havia sido feito e as indicações tanto para os anos de 1985 (disputado no primeiro semestre) e 1986 do Brasileirão ficaram com a dupla Comerário.

 

Somente em 1987, depois da confusão da CBF que culminou na criação do Clube dos 13 e da Copa União, é que a Corumbaense enfim pôde desfrutar do prêmio pela conquista de três anos antes.

 

A equipe jogou no módulo que era correspondente a uma quarta divisão. E foi bem, no Grupo F, teoricamente forte, superou Anapolina (GO) e Brasília (DF) e se classificou à segunda fase ficando atrás apenas de Ponte Preta (SP).

 

No mata-mata, o Corumbaense até foi bem em casa. No dia 18 de novembro venceu o Uberlândia, que seria finalista, por 1 a 0. E na volta, no interior mineiro, segurou um revés por 2 a 1 nos 90 minutos, mas acabou caindo por 3 a 0 na prorrogação.

 

Foi o último grande momento do plantel campeão estadual de 1984, time deixou mais que saudade, sua história marcada no futebol sul-mato-grossense e definiu que na região do Pantanal é o Carijo que canta forte. E este terá mais três oportunidades para mostrar isso.



Untitled Document
Últimas Notícias
Deputados aprovam uso de nomes de futuros pais adotivos nas escolas
Protesto no DF deixa aeroporto sem combustível
Acidente na BR-262 matou homem de 39 anos
Untitled Document