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DOMINGO, 18 DE FEVEREIRO DE 2018
20 de JANEIRO de 2018 | Fonte: Correio do Estado

Corumbaense volta a disputar uma competição nacional 30 anos depois

Depois do susto do risco de não poder contar com seu estádio, o Corumbaense acertou as coisas e fez boa estreia no Estadual, vencendo o Operário de Dourados por 3 a 0.

A Copa União, como foi chamado o Campeonato Brasileiro de 1987, pode trazer más lembranças aos torcedores de Flamengo (RJ) e Sport Recife pela eterna discussão de quem é o legítimo dono do título daquela temporada. Mas em Mato Grosso do Sul, o ano é lembrado com carinho. Se na Capital o Operário sagrou-se campeão do Módulo Azul - única conquista nacional do Galo, no Módulo Branco, o Corumbaense conquistou a alcunha de primeirio clube do inteior do Estado a jogar uma competição de nível nacional.

 

E neste domingo, às 16h (de MS), o Carijó voltará a uma disputa nacional pela primeira vez nesses 30 anos. Um dos dois representantes do Estado, o outro é justamente o Operário, o Alvinegro da Cidade Branca faz o jogo de ida em casa, no Estádio Arthur Marinho, contra o Ceilândia, de Brasília (DF), pela fase preliminar da Copa Verde.

 

O confronto de volta acontece já nesta quarta-feira (24/01), às 15h (de MS), na cidade satélite de mesmo nome do clube adversário, no Distrito Federal. O duelo é mata-mata e em caso de igualdade no placar, o critério de desempate são os gols marcados fora de casa.

 

O vencedor desse duelo encara na segunda fase o temido Luverdense, de Mato Grosso, equipe que conta com alto investimento financeiro, é o atual campeão da competição e disputou no ano passado a Série B do Brasileirão, quebrando as hegemonias de Goiás e Distrito Federal de serem os únicos a terem representantes da Região Centro-Oeste nasa principais divisões nacionais.

 

Depois do susto do risco de não poder contar com seu estádio, o Corumbaense acertou as coisas e fez boa estreia no Estadual, vencendo o Operário de Dourados por 3 a 0, na última quarta-feira (17).

 

A tendência é que o técnico do Carijó, Douglas Ricardo, leve a campo neste domingo a mesma base que estreiou no Sul-Mato-Grossense, com Guilherme; Robinho, Rodrigo, Augusto e Igor Pimentel; Valdinei, Guilherme, Mutuca e Aguinaldo; William e Geraldo, o “G9”, maior ídolo da torcida.

 

A CBF determinou um trio paraense para atuar na partida, comandado pelo árbitro Joelson Nazareno Ferreira Cardoso com os assistentes Bárbara Roberto da Costa e Luis Diego Nascimento Lopes. Dois sul-mato-grossenses da FFMS estarão atuando junto. Thiago de Alencar Gonzaga será o quarto-árbitro com Manoel Paixão dos Santos, como analista de campo.

 

Após a partida, o presidente alvinegro, Luiz Bosco Delgado, elogiou a presença do público e projetou uma nova fase com as participações garantidas nas competições nacionais - o clube jogará ainda Copa do Brasil (encara o Asa, de Alagoas, no dia 7 de fevereiro, em casa) e Série D do Brasileirão, esse último no segundo semestre.

 

"Todos acompanharam nosso trabalho, é muita gente trabalhando pra tentar deixar o estádio bonito, fazer uma apresentação para o estado todo, e essa tensão acabou. Acreditamos que daqui pra frente não ocorram mais turbulências e que possamos trabalhar com tranquilidade, com fé, com esperança. Sabemos que o campeonato não é tão longo, mas é difícil, as equipes cada vez mais procurando melhorar em qualidade, mas temos certeza que faremos um belíssimo campeonato e quem sabe ter boas apresentações na Copa do Brasil e Copa Verde", disse, ao "Diário Corumbaense." 

 

HISTÓRICO

A história do Corumbaense em competições nacionais começa em 1984, ano do primeiro título estadual do clube (o segundo veio em 2017).

 

Na ocasião, a CBF prometeu a vaga de 1985 na Taça de Ouro, como era chamado o Brasileirão, ao campeão sul-mato-grossense do ano anterior,  mas um imbróglio curioso adiou o sonho do Carijó: o Douradense, que teoricamente terminou na terceira colocação do Estadual, protestou por suposta escalação de jogador irregular do Operário, vice.

 

A briga foi parar no Conselho Nacional de Desportos (CND), órgão extinto nos anos 1990, que demorou e decidiu de forma absirda que Corumbaense e Douradense deveriam fazer de novo a final do Estadual de 1984. Em julho de 1985, o Carijó venceu novamente e ratificou seu título, mas o estrago havia sido feito e as indicações tanto para os anos de 1985 (disputado no primeiro semestre) e 1986 do Brasileirão ficaram com a dupla Comerário.

 

Somente em 1987, depois da confusão da CBF que culminou na criação do Clube dos 13 e da Copa União, é que a Corumbaense enfim pôde desfrutar do prêmio pela conquista de três anos antes.

 

A equipe jogou no módulo que era correspondente a uma quarta divisão. E foi bem, no Grupo F, teoricamente forte, superou Anapolina (GO) e Brasília (DF) e se classificou à segunda fase ficando atrás apenas de Ponte Preta (SP).

 

No mata-mata, o Corumbaense até foi bem em casa. No dia 18 de novembro venceu o Uberlândia, que seria finalista, por 1 a 0. E na volta, no interior mineiro, segurou um revés por 2 a 1 nos 90 minutos, mas acabou caindo por 3 a 0 na prorrogação.

 

Foi o último grande momento do plantel campeão estadual de 1984, time deixou mais que saudade, sua história marcada no futebol sul-mato-grossense e definiu que na região do Pantanal é o Carijo que canta forte. E este terá mais três oportunidades para mostrar isso.



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