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SEGUNDA FEIRA, 22 DE MAIO DE 2017
19 de MAIO de 2017 | Fonte: Campo Grande News

Bancada federal defende saída de Temer e apuração rigorosa contra Aécio

Maioria continua achando que o presidente deve deixar o cargo
Elizeu Dionízio defende a saída de Temer e afastamento de Aécio Neves (Foto: Divulgação)
Elizeu Dionízio defende a saída de Temer e afastamento de Aécio Neves (Foto: Divulgação)

A maioria dos deputados da bancada federal de Mato Grosso do Sul continua defendendo a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo, seja por meio de uma renúncia ou impeachment. Já sobre o senador Aécio Neves (PSDB), afirmam que é preciso fazer uma apuração rigorosa, mas em relação a cassação, dizem que caberá ao Senado.

 

O deputado Geraldo Resende (PSDB) foi enfático nas redes sociais ao dizer que apoiou o senador Aécio Neves (PSDB) na campanha de 2014, mas que agora defendeu seu afastamento do comando do partido, sobre o presidente Michel Temer (PMDB), defende o seu impeachment e a entrega dos cargos ao PSDB.

 

Ao Campo Grande News, o deputado voltou a defender a saída imediata do PSDB da gestão Temer, assim como a renuncia ou impeachment do presidente. "Tenhamos com o presidente a mesma atitude que tivemos com a Dilma (Rousseff). Se na época fomos o partido protagonista do impeachment, porque não fazermos o mesmo com o Temer?", questionou.

 

Já sobre Aécio Neves exigiu apuração dos fatos, porém foi mais brando, ao dizer que ele precisa responder todos os questionamentos e que caso seja convincente, em relação a sua defesa, pode voltar a presidir o partido no futuro.

 

O deputado Elizeu Dionízio (PSDB) também seguiu o mesmo discurso, de que Temer não tem condições de governar o Brasil. "A mesma régua que nós medimos o governo Dilma, do ponto administrativo, temos que medir o Temer, O áudio foi claro, mostra o Joesley falando de crimes, segurando juiz, pagando silencio, e você vê a aquiescência do presidente".

 

Elizeu concordou com o afastamento de Aécio Neves e ponderou que todos os fatos devem ser esclarecidos pela Justiça. "A lei é para todos, ele fez uma conversa não republicana, querendo fazer ações para barrar a Lava Jato. Em não sendo condenado, volta a ocupar a função".

 

Paralisia - Para Luiz Henrique Mandetta (DEM) a permanência do presidente, por decisão pessoal, pode provocar uma paralisia no País, já que os projetos e reformas ficaram a espera da solução para este problema. "A melhor alternativa era sua saída, porém decidiu diferente e deixa tudo mais complicado".

 

O democrata considera "grave" as denúncias contra Aécio, mas entende que caberá ao Senado avaliar se ele merece ser cassado. Já Dagoberto Nogueira (PDT) diz que "por muito menos" houve a cassação de Delcídio do Amaral (PT). "Ele deve perder o mandato, as evidências são muito fortes". 

 

Como voz contrária aos colegas, Carlos Marun (PMDB) acredita que o presidente vai recompor sua base aliada e superar este episódio. "Ficou evidente que houve um complô para derrubá-lo, mas não deu certo, ele resistiu e vai a partir de agora recuperar sua base".

 

O Campo Grande News entrou em contato com os deputados Vander Loubet (PT), Zeca do PT e Tereza Cristina (PSB), mas eles não retornaram até o fechamento da matéria.



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