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TERÇA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO DE 2017
20 de ABRIL de 2017 | Fonte: O Globo

Lula promete 'dizer o que pensa' a Moro

Criticando a Lava-Jato, ex-presidente não comentou recentes alegações contra ele
O ex-presidente Lula, durante debate promovido pelo PT sobre a Lava-Jato no mês passado em São Paulo (Foto: O Globo)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu “dizer o que pensa” sobre a Lava-Jato em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro marcado para o próximo dia 3 em Curitiba. Em entrevista a uma rádio de Sergipe na manhã desta quinta-feira, transmitida em sua página em rede social, Lula voltou a negar as acusações contra ele e acusou a Lava-Jato de estar “subordinada à pirotecnia da imprensa e do Ministério Público”.

 

— Não quero falar muito sobre isso (Lava-Jato), porque tenho depoimento dia 3. Se tiver que falar vou falar lá. Vou guardar tudo o que penso para dizer no dia 3 — disse Lula. — Eu não tenho que provar minha inocência, eles é que têm que provar a minha culpa. Até agora só se falou e escreveu, encontraram conta de gente na Suíça, em Cingapura, na Sibéria... — continuou.

 

O líder petista continuou alegando sofrer perseguição da mídia, que, em sua visão, estaria divulgando exaustivamente as investigações para inviabilizar uma possível candidatura à presidência em 2018.

 

— A Rede Globo é que vai precisar provar que o apartamento é meu, que a chácara é minha, que eu tenho conta no exterior como os candidatos deles têm. Quero que apresentem uma conta com um centavo meu.

 

Lula não fez referências mais diretas sobre as recentes alegações contra ele nos depoimentos dos delatores da Odebrecht. Disse apenas que essas acusações deixam-no “irritado, mas também paciente”.

 

— Quero saber até onde eles querem chegar. Dizem os especialistas que eles querem criar condições para impedir que eu seja candidato da República. Seria mais fácil pedirem para mim do que tentarem destruir a imagem que criei com tanto sacrifício.

 

Embora insista em dizer que ainda é cedo para discutir uma eventual candidatura, ou mesmo formar uma chapa com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), Lula afirmou novamente que entraria no pleito se fosse necessário.

 

— Já perdi minha cota de eleições em 89, 94 e 98. Então eu aprendi a ganhar. Se eu for candidato, é para ganhar, não para perder.



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